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O festival In-Edit Brasil começou oficialmente nesta última quarta-feira, 16, e segue até o dia 27 com uma seleção de filmes para se ver em casa, de graça ou pagando muito pouco, R$ 3, pela plataforma https://br.in-edit.org/.

Uma parte da programação das mais das 50 produções ficará também na plataforma do Sesc Digital, a sescsp.org.br/cinemaemcasa, e, a partir de 28 de julho, um dia após o término oficial da exibição, alguns filmes permanecem até 28 de setembro no espaço virtual da Spcine Play: https://www.spcineplay.com.br/. Ou seja, se há perdas físicas na realização de um festival inteiramente virtual, os ganhos também existem, e a possibilidade de vê-los fora das exigências de horários impossíveis a muita gente é um deles.

A maioria dos filmes vistos com antecedência pela reportagem faz parte da programação nacional e ao menos três deles saltam aos olhos pela carga emocional e pela fuga do costumeiro depoimento seguido de depoimento. Algo muito difícil de se conseguir.

Alzira E - Aquilo Que Eu Nunca Perdi, de Marina Thomé, é um deles. Sensível, investigativo, tem imagens preciosas de arquivo da grande família Espíndola e esforços de uma câmera esperta. Marina olha para Alzira, e já era tempo de alguém fazer isso, sem querer criar conflitos onde eles não existem para valorizar seu personagem. Ela a trata com respeito e valoriza seus muitos encontros, desde a saída do lar dos cinco irmãos artistas, em Mato Grosso do Sul, até a chegada definitiva a São Paulo e sua união com Itamar Assumpção, Luli e Lucina, Luiz Waak, Arrigo Barnabé e Ney Matogrosso. Gente de cantos diferentes que, incrivelmente, falava a mesma língua.

Jair Rodrigues em imagem do filme 'Jair – Deixa que digam'. Foto: DivulgaçãoJair Rodrigues em imagem do filme 'Jair – Deixa que digam'. Foto: Divulgação

A vida de Jair Rodrigues aparece perfilada por Rubens Rewald no ótimo Deixa que Digam. Sempre foi um desafio biografar Jair, um homem sem conflitos e sem contradições, dois temperos tomados como imprescindíveis às grandes histórias. Talvez um único período de contratempo mencionado no longa de 100 minutos seja um afastamento de Jair da mídia, por um suposto desinteresse por parte dos veículos de comunicação, entre meados dos anos 1980 e entrada dos 90, mas há dúvidas que mesmo isso possa tê-lo afetado. Jair é uma pedreira a quem busca problematizá-lo. Ele não se levantou contra os militares, não por apoiá-los, mas por não politizar a vida para a qual insistia em sorrir.

Não assumiu o passado na lavoura no interior de São Paulo como uma história de superação por nunca entender que precisava de uma para ser maior do que já era, e nunca valorizou possíveis casos de racismo contra sua pessoa para levantar-se com a imponência de um militante. A história de Jair Rodrigues, sem dramas internos, é grandiosa exatamente por isso. E as cenas em que o filho Jair de Oliveira interpreta as falas e os trejeitos do pai para narrar alguns episódios foram uma sacada brilhante.

“Paulo César Pinheiro – Letra e alma”, dirigido por Cleisson Vidal e Andrea Prates, apresenta a trajetória do cantor e compositor carioca. Foto: Divulgação.“Paulo César Pinheiro – Letra e alma”, dirigido por Cleisson Vidal e Andrea Prates, apresenta a trajetória do cantor e compositor carioca. Foto: Divulgação.

Autor dos mais prolíficos do samba e da MPB, Paulo César Pinheiro é tema de Letra e Alma, de Andrea Prates e Cleisson Vidal. As imagens de arquivo estão lá, mas o eixo central é guiado pelo close das câmeras que visitam o compositor em seu apartamento, no Rio, para ouvir suas tantas histórias. Paulo recita alguns de seus versos e conta passagens ótimas sobre as origens de músicas conhecidas. E Lá Se Vão Meus Anéis, assinada com o parceiro de São Paulo, Eduardo Gudin, e gravada pelos Originais do Samba, saiu depois de uma longa noite em que ele levou um saco de dinheiro consigo até esquecê-lo, na final da madrugada, dentro de um táxi. Há muitos casos de cortes em seus versos feitos pela censura e de ameaças veladas para que ele mudasse seu jeito de compor. Claro, todas elas devidamente ignoradas.

“Todas as Melodias” entrega saudade para quem é fã do músico. Foto: Rubens Maia / Divulgação.“Todas as Melodias” entrega saudade para quem é fã do músico. Foto: Rubens Maia / Divulgação.

É bonito também o filme Todas as Melodias, que Marco Abujamra fez sobre a história de Luiz Melodia, com muitas imagens raras e um foco especial na narração da mulher do cantor, Jane Reis. Não é definitivo e, de Melodia, cabem sempre muitos mergulhos, mas emociona, informa e, o mais importante, contamina a quem assiste com a irresistível aura deste artista. A matriz criativa de Melodia foi estabelecida sobre fontes diferentes daquelas de seus pares. De todos esses gigantes, ele é um raro pensador de música brasileira que disse sim ao blues e ao rock para fazê-los andar junto a todo samba que chegava ao Estácio. Melodia não precisou sufocar seus estrangeirismos para afirmar uma brasilidade imaginária. É por isso que o blues, mesmo diluído, está em tudo o que fez.

Canto de Família, de Paula Bessa Braz e Mihai Andrei Leaha, conta a história da família dos irmãos Cruz, gente humilde e de talento que vive de ensinar jovens e crianças muito pobres em uma escola de música num dos bairros mais violentos de Fortaleza. Que bom que o filme não cai na armadilha de mostrá-los deslumbrados quando chegam ao Rio de Janeiro para um concurso de música. Seria tão forçado quanto a ideia de Wim Wenders em mostrar os velhinhos cubanos do Buena Vista maravilhados ao chegarem aos Estados Unidos. O filme brasileiro é real em tudo.

'Rockfield: The Studio On The Farm', é um documentário sobre o lendário estúdio em que os álbuns clássicos do rock foram gravados. Imagem: Divulgação.'Rockfield: The Studio On The Farm', é um documentário sobre o lendário estúdio em que os álbuns clássicos do rock foram gravados. Imagem: Divulgação.

Um dos destaques internacionais é Rockfield, que narra a história de dois irmãos fazendeiros do interior do País de Gales que criaram, por serem apaixonados por rock and roll desde que ouviram Elvis Presley, o primeiro estúdio caseiro do mundo. É para lá, no meio dos porcos e das vacas, que vão gravar Robert Plant em sua fase de procura por si mesmo no pós-Led Zeppelin; Ozzy Osborne em busca de um som com o Black Sabbath; o Simple Minds, que recebe a visita de David Bowie; Lemmy Kilmister e seu carregamento de drogas; e os irmãos Gallagher, do Oasis, como sempre, em pé de guerra.

Outros nacionais

Chico Mário - A Melodia da Liberdade
Silvio Tendler, Brasil, 2020, 100 min

Francisco Mário de Sousa tinha tudo para ser ofuscado por dois de seus irmãos: o cartunista Henfil e o sociólogo Betinho. Mas foi na música que ele descobriu sua maneira de se expressar e de olhar o mundo.

Dois tempos
Pablo Francischelli, Brasil, 2020, 88 min

O diretor Pablo Francischelli nos traz um road movie, tendo como protagonistas os violonistas Yamandu Costa e Lucio Yanel e um velho motorhome. Mas este encontro não é ao acaso. O argentino Yanel foi mestre de Yamandu e, aqui, eles se reencontram, muitos anos depois, para viajarem rumo ao sul, em direção a Corrientes, cidade natal de Lucio, para se apresentarem em um festival.

Secos & Molhados
Otávio Juliano, Brasil, 2021, 90 min.

Grupo Secos & Molhados tem história recontada em documentário sob a perspectiva de João Ricardo. Foto: Ary Brandi.Grupo Secos & Molhados tem história recontada em documentário sob a perspectiva de João Ricardo. Foto: Ary Brandi.

Neste documentário, João Ricardo, o criador da banda, surge contando a sua história. Com o Teatro Municipal de São Paulo vazio a seus pés, ele narra sua infância, a iniciação musical, a criação dos Secos & Molhados, a estreia, o sucesso e as brigas.

Toada para José Siqueira
Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques, Brasil, 2020, 131 min.

José de Lima Siqueira nasceu no alto sertão paraibano e lá teve sua iniciação musical. Anos depois, foi para o Rio de Janeiro para estudar composição e regência, e acabou fundando a Orquestra Sinfônica Brasileira.

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Com informações de O Estado de S. Paulo.

Na mostra, Lilian Pacce, curadora, Claudia Liz e Criola, artistas, fazem a intersecção de suas visões artísticas sobre o universo e as questões atuais da mulher. "Oportunidade" de Liz. Imagem: Divulgação.Na mostra, Lilian Pacce, curadora, Claudia Liz e Criola, artistas, fazem a intersecção de suas visões artísticas sobre o universo e as questões atuais da mulher. "Oportunidade" de Liz. Imagem: Divulgação.

Em 3 de junho, dia de Corpus Christi, chega à 7ª edição a Exposição da Paulista, iniciativa da União Geral dos Trabalhadores – UGT, que em 2021 traz um tema importante e urgente às mulheres e à população preta do Brasil: Feminino Plural.

Sustentando a necessidade de políticas públicas, o cumprimento dos instrumentos nacionais e internacionais de direitos humanos e o fim de todas as formas de violências e discriminações sobre mulheres e a população preta, questões abordadas pela central sindical em sua atuação juntos aos trabalhadores, a UGT convidou a jornalista, escritora, curadora e consultora de moda Lillian Pacce para a curadoria, que selecionou duas artistas/mulheres, com origens e trajetórias distintas, para traduzirem o tema:  Criola, mulher preta, grafiteira, que faz da arte urbana a sua luta política para fortalecer as mulheres negras, explorando cores e elementos bem brasileiros, e Cláudia Liz, artista multimídia, ícone da moda capaz de colocar sua arte em contextos tão diversos como ilustrar a coluna de política de um jornal de grande circulação e atuar num ensaio fotográfico pleno de atitude e questionamentos.

Criola faz da arte urbana a sua luta política para fortalecer as mulheres negras. Foto: Acervo pessoal da artista.Criola faz da arte urbana a sua luta política para fortalecer as mulheres negras. Foto: Acervo pessoal da artista.

A curadora ressalta a importância da discussão de questões tão urgentes para a toda a sociedade, através desta exposição de grande força tanto imagética, quanto do conteúdo transmitido por elas: “Tudo é muito forte! As obras produzidas exclusivamente para ‘Feminino Plural’ são ao mesmo tempo um alento e um alerta para este momento sombrio. A força das mensagens, das cores e da produção destas duas artistas, vindas de universos tão distintos, costuram vários temas absolutamente relevantes para toda a coletividade como diversidade, liberdade, sororidade, igualdade de direitos e resistência das mulheres, brancas ou pretas.”

 Claudia Liz, artista multimídia e ícone da moda em seu ateliê. Foto: Adriano Damas. Claudia Liz, artista multimídia e ícone da moda em seu ateliê. Foto: Adriano Damas.

“Homenageio aqui mulheres que tem muito a nos ensinar e convido vocês a ouvirem suas vozes, convido vocês também a refletirem sobre padrões de beleza que encarceram o feminino e sobre o desejo de liberdade e de segurança para simplesmente ser mulher e exercer uma cidadania plena e equitativa. Não ha espaço na Paulista para todas nos entrarmos, então selecionei algumas mulheres que foram importantes nessa reflexão: Djamila Ribeiro, Tomie Ohtake, Sonia Guajajara, Marielle Franco, entre outras”, declara Cláudia Liz. E Criola emenda: “Fico muito feliz e honrada com o convite para participar desse projeto, principalmente pela importância em abordar temas urgentes e necessários exatamente nesse momento histórico que estamos atravessando.”

"Brazil" obra de Criola. Imagem: Divulgação."Brazil" obra de Criola. Imagem: Divulgação.

A Exposição da Paulista, uma das maiores exposições ao ar livre do mundo ocupará, de 3 a 30 de junho, um quilômetro da ciclovia da principal artéria da cidade, a Avenida Paulista, entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas.

“Feminino plural, esse tema sempre foi muito caro à UGT. Essas bandeiras nos acompanham desde a nossa fundação, em 2007. Agora, estamos fazendo essa exposição, homenageando as mulheres. Todas elas, brancas ou pretas, são muito importantes nessa luta pela igualdade de direitos”, afirma Ricardo Patah, presidente da UGT e atual presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

A vereadora carioca Marielle Franco por Cláudia Liz. Imagem: Divulgação.A vereadora carioca Marielle Franco por Cláudia Liz. Imagem: Divulgação.A mostra, que traz 30 obras inéditas criadas especialmente sobre o tema, 15 de cada artista, amplia seu alcance, através de uma visita virtual, que será lançada logo após a abertura – que tradicionalmente acontecia em maio em celebração ao Dia do Trabalho, em 2020 e, agora, em 2021, foi transferida por imposição da pandemia da Covid-19, seguindo os protocolos assumidos pelo Governo Estadual e pela Prefeitura de São Paulo.

“A Exposição em formato virtual amplia para todo o Brasil e para fora também o alcance da Exposição para além dos 5 milhões de pessoas diferentes que passam em um mês pela Paulista. As ações digitais de lançamento, como podcasts e lives com curadoria e artistas, aumentam a eficiência das contrapartidas aos patrocinadores e massifica ainda mais a discussão de temas tão fundamentais como etnia e gênero”, declara André Guimarães, da Maná Produções.

"Sem Título" por Criola. Imagem: Divulgação."Sem Título" por Criola. Imagem: Divulgação.

Combater discriminações étnicas, religiosas e de gênero é missão da UGT, que vem trabalhando pelo desenvolvimento e execução de políticas públicas específicas para estes grupos historicamente vulneráveis.

Apesar de serem a maioria da população brasileira (51,8%, segundo o IBGE), as mulheres ainda enfrentam cenários desiguais, seja na divisão das tarefas domésticas ou nos ganhos no mercado de trabalho. As mulheres, em especial as mulheres negras, são as que mais sofrem com a pobreza extrema, com o analfabetismo, com as falhas do sistema de saúde e com a violência doméstica. A UGT mantém sua luta pelos direitos dos trabalhadores e, em especial, pelas mulheres, neste momento em que a pandemia escancara as diferenças e as dificuldades existentes em nosso país e a perda de direitos dos trabalhadores se aprofundam. A mesma pesquisa mostra que mais da metade das mulheres que tem crianças de até 3 anos estão fora do mercado (54,6%). Isso sem falar no aumento da violência doméstica e dos casos de feminicídio durante a pandemia.

Enfermeira Mônica em criação de Cláudia Liz. Imagem: Divulgação.Enfermeira Mônica em criação de Cláudia Liz. Imagem: Divulgação.

“Lute você também contra o feminicídio, o racismo, os preconceitos, os assédios, o machismo, o patriarcalismo, a misoginia, as desigualdade de gênero e as injustiças sociais, econômicas e raciais”, declara Chiquinho Pereira, Secretário Nacional de Organização e Formação Político-sindical da UGT, que completa: “As mulheres e meninas merecem respeito, empoderamento, apoio e participação efetiva de toda a sociedade brasileira nos debates e ações por seus direitos humanos e pelo fim de todas as formas de violência, opressão e discriminação.”

Exposição da Paulista – Feminino Plural

Eli Iwasa traz sua ancestralidade para apresentação singular na Oca. Foto: Pedro Pinho.Eli Iwasa traz sua ancestralidade para apresentação singular na Oca. Foto: Pedro Pinho.

A Oca do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, será palco do Festival Não Existe de música eletrônica brasileira na quinta-feira (27) e na sexta-feira (28). O evento será totalmente transmitido online e ao vivo pelo canal da Gop Tun, realizadora do festival, em função da pandemia de coronavírus.

Um dos destaques na programação é a apresentação inédita e exclusiva do músico Marcio Lomiranda - pioneiro do uso de sintetizadores no país - que nunca se apresentou ao público antes.Reconhecido por sua parceria musical com Alceu Valença, Ney Matogrosso, Cássia Eller e Milton Nascimento, Lomiranda cria uma trilha sonora ao vivo para o filme da jornalista, fotógrafa e filmmaker Gabriela Rabaldo.

Uma das mais importantes representantes femininas da cena e DJ precursora nos anos 90, Eli Iwasa apela às suas raízes para, mais uma vez, se reinventar musicalmente, trazendo um repertório de pós-punk ao Festival. Fundadora do clube Caos, em Campinas, empresária e modelo, Eli é uma das DJs mais respeitadas no Brasil, tendo passagens por megafestivais, como Rock In Rio e Time Warp.

Ensaios para captação de som. Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.Ensaios para captação de som. Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.

De acordo com os organizadores, o Festival Não Existe apresenta ao público a evolução dos artistas diante de todo o novo cenário e de novas referências e perspectivas em apresentações inéditas, aparições raras, talks e DJ sets especiais.

Para celebrar a efervescência da cena, ao lado de grandes nomes da música eletrônica que fortalecem essa dinâmica proposta pelo coletivo, a Oca - prédio-monumento de Oscar Niemeyer no Parque Ibirapuera - foi escolhida como palco.

O festival explora todas as possibilidades de espaço deste patrimônio histórico da cidade, com captação de ponta que, além de apresentar novas perspectivas sobre a Oca, em seu primeiro evento durante a pandemia, mostra outros aparelhos culturais e imóveis históricos do entorno do parque, conferindo mais dinamismo às performances.

Mais destaques

A DJ e produtora musical paulista BADSISTA também integra o line-up em apresentação singular para o Festival Não Existe. A artista, que já teve parcerias com Jaloo, Linn da Quebrada e Urias, coleciona sucessos e elogios em território nacional e internacional.

Vermelho Wonder. Foto: Pedro Pinho.Vermelho Wonder. Foto: Pedro Pinho.

A programação também traz Vermelho Wonder, apresentação do DJ Márcio Vermelho e de Ivana Wonder, alter ego performer e cantora de Victor Ivanon, que trazem à Oca suas novas composições autorais, além de versões sintetizadas e soturnas para clássicos da MPB.

Outro destaque é a apresentação de Arthur Joly, considerado o mestre dos sintetizadores. Há mais de 20 anos produzindo sintetizadores e pedais, Arthur Joly presenteia os fãs da música eletrônica em rara apresentação para o Não Existe.

Rakta. Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.Rakta. Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.

O Forró Red Light, projeto formado por Geninho Nacanoa e Ramiro Galas, se apresentará trazendo o forró para a realidade da música eletrônica contemporânea. A dupla apresenta um repertório de músicas próprias e remixes de clássicos do xote e do frevo. O último EP do Forró Red Light, “Tropeiros Trópicos”, foi lançado recentemente pelo selo Gop Tun.

Bate-papos 

Arthur Joly. Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.Arthur Joly. Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.

Além de apresentações musicais, a conversa “Não seria "black" toda "music"?”, com participação do historiador e DJ Gustavo Keno e as DJs Mari Boaventura e Lys Ventura, mediado pelo jornalista e pesquisador GG Albuquerque, integra o festival.

A renomada dupla de grafiteiros Osgemeos e o precursor da cena hip hop DJ Hum promovem o bate-papo "Que tempo bom, que não volta nunca mais", que remete às origens do movimento hip hop e a ansiedade pela liberdade da época, impulsionada pelas mobilizações democráticas que colocaram fim na ditadura militar brasileira.

Este momento é ilustrado pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, que começaram a carreira artística como b-boys, e o DJ Hum com discos de suas coleções, mostrando também a conexão entre a cultura de rua e as pistas de dança. 

O Festival Não Existe acontece nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28). Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.O Festival Não Existe acontece nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28). Foto: Felipe Gabriel / Divulgação.

Serviço:

Festival Não Existe

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Com informações da Agência Lema

Com sessões em dois horários aos sábados e domingos, evento exibirá filmes para todas as faixas etárias. Foto: CERET.Com sessões em dois horários aos sábados e domingos, evento exibirá filmes para todas as faixas etárias. Foto: CERET.

Ainda que a pandemia da Covid-19 não possibilite que a vida cultural paulistana volte à normalidade, algumas possibilidades ajudam a manter vivo o prazer de se apreciar arte em locais públicos. As charmosas sessões de cinema Drive-In ganharam, neste contexto, ainda mais força e chegam à Zona Leste da capital paulista com o ‘Cine Buzina’, que levará exibições gratuitas ao Parque CERET nos finais de semana entre 22 e 30/5, sempre em duas sessões diárias, às 18h30 e 21h. O projeto, exibirá  gratuitamente os filmes “Scooby – O Filme”, “Mulher-Maravilha 1984”, “Trolls 2”, “Bohemian Rhapsody”, “Soul”, “Mulan”, “Sonic: O Filme” e “Nasce Uma Estrela”. 

O primeiro final de semana do evento terá um cardápio com personagens famosos das telinhas, dos quadrinhos e da vida real. A sessão que abre o ‘Cine Buzina’ no CERET, no dia 22, às 18h30, exibirá ‘Scooby-Doo – O Filme’, produção de 2020 que se apoia na maior das aventuras do cão mais esperto dos desenhos animados e sua turma formada pelo seu fiel escudeiro Salsicha, Velma, Fred e Daphne. Mais tarde, às 21h, o público poderá assistir a uma das mais aclamadas películas do ano passado, “Mulher-Maravilha 1984”, de Patty Jenkins. Trata-se de uma obra que resgata a heroína (interpretada por Gal Gadot) adepta da empatia e da ternura, mesmo com os seus inimigos, em trama que traz um alento à dura realidade dos dias atuais.

Além de mostrar as origens da Mistério S/A, revelará que Scooby tem um destino maior do que seus amigos poderiam imaginar. Imagem: Divulgação.Além de mostrar as origens da Mistério S/A, revelará que Scooby tem um destino maior do que seus amigos poderiam imaginar. Imagem: Divulgação.

O domingo (23) será dia de a família se divertir com a animação “Trolls 2”, a partir das 18h30.  No filme é contada a saga de rainha Poppy (Anna Kendrick) e de seu amigo Tronco (Justin Timberlake), que descobrem a existência de outros povos de sua espécie, cada qual dedicado a um estilo musical diferente: rock, funk, música erudita, country e techno. Já às 21h, os mais velhos poderão se emocionar com a história do astro do rock Freddie Mercury no filme “Bohemian Rhapsody”, de 2018.

Para o final de semana seguinte estão programados dois filmes muito especiais. Em 29/5, ganha exibição a produção “Soul”, a mais nova animação que conquistou o Oscar na maior premiação do cinema mundial. A obra retrata a saga entre dois mundos, o do dia a dia e outro que representa o além-vida, a partir da história de Joe Gardner, um professor de música que recebe a chance de sua vida frente a uma banda de jazz. À noite, a telona ganha o detalhismo de imagens impressionantes com as aventuras de “Mulan”, longa de 2020 que traz a personagem central à forma humana.

‘Mulher-Maravilha 1984’: novo filme pega carona na ebulição dos anos 80 e reforça luta feminina. Foto: Divulgação.‘Mulher-Maravilha 1984’: novo filme pega carona na ebulição dos anos 80 e reforça luta feminina. Foto: Divulgação.

O fechamento do evento, em 30/5, ainda reserva emoções para crianças e adultos. Às 18h30, pequenos se deliciarão com as aventuras de “Sonic: O Filme”, que leva para a tela o herói dos videogames em suas batalhas contra o Doutor Eggman, um cientista louco que planeja dominar o mundo, e o Doutor Robotnik. Às 21h, projeção do filme que arrebatou corações com grandes atuações e boa música: “Nasce Uma Estrela”, de 2018. A história de Jackson Maine (Bradley Cooper) e Ally (Lady Gaga) encantou o mundo com a canção ‘Shallow’, que embala o romance entre os personagens.    

O ‘Cine Buzina’ foi iniciado em 2020, com 16 sessões em diferentes locais, com sucesso de público. “O Cine Buzina garantirá, mais uma vez, entretenimento para toda a família, levando diversão às pessoas de forma inclusiva, acessível e com segurança”, afirma Paulo Galina, gerente de marketing da Lorenzetti.

O enredo de 'Nasce uma Estrela', com Bradley Cooper e Lady Gaga,  já foi tema de filmes em 1937, 1954 e 1977, sempre com o mesmo título. Foto: Divulgação. O enredo de 'Nasce uma Estrela', com Bradley Cooper e Lady Gaga, já foi tema de filmes em 1937, 1954 e 1977, sempre com o mesmo título. Foto: Divulgação.

Os filmes são exibidos com áudio e legendas em português como medida de acessibilidade para pessoas surdas ou com baixa audição. O sistema de som tem conexão via rádio veicular e, dessa forma, o automóvel utilizado nas sessões deverá possuir um aparelho sonoro em boas condições. Todos os participantes deverão usar máscaras e, à entrada, será feita a aferição de temperatura. Somente serão admitidos quem apresentar até 37,2° C. É permitido levar alimentos e bebidas.

Serviço: Cine Buzina

Datas e horários: 22, 23, 29 e 30/5, às 18h30 e às 21h.
Local: Rua Eleonora Cintra, s/n, altura do número 1000 - Portão 4.
Ingresso: gratuito e disponível no site https://www.sympla.com.br/cinebuzina
Lotação: 150 vagas, sujeito a lotação.
Mais informações: Facebook - https://www.facebook.com/cinebuzina
Instagram: @cinebuzina

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Com informações da Baobá Comunicação.

Nos últimos tempos, a seguir seu caminho de autor, este brasileiro tem até mesmo pintado a própria igreja, a do Cachorro Azul. Foto: Rômulo Fialdini.Nos últimos tempos, a seguir seu caminho de autor, este brasileiro tem até mesmo pintado a própria igreja, a do Cachorro Azul. Foto: Rômulo Fialdini.

Para Manu Maltez, a arte não é somente musical, teatral ou plástica, mas, principalmente, aquela do encontro entre todas as expressões culturais permitidas ao homem. Assim é que, renascentista para além das periodizações, ele pode quadricular uma narrativa, cantar uma toada, pintar uma tela, escrever um poema ou talhar em pedra, a depender do que o assunto lhe impuser. Não existe um limite que ele tenha estabelecido para mergulhar nesse grande inconsciente da representação humana. Uma designação para melhor compreendê-lo talvez seja a de construtor. Manu Maltez constrói narrativas poéticas de modo a investigar o universo em que estamos, este que, com sorte, expandiremos sabiamente pela arte.

"Guerra Híbrida". Foto Rômulo Fialdini."Guerra Híbrida". Foto Rômulo Fialdini.

"As quatro faces de uma pedra". Foto Rômulo Fialdini."As quatro faces de uma pedra". Foto Rômulo Fialdini.

Nos últimos tempos, a seguir seu caminho de autor, este brasileiro tem até mesmo pintado a própria igreja, a do Cachorro Azul. Não se trata de seita para consumo, e ele não recolherá dízimo para que tal religiosidade artística exista. Será antes um modo de refletir sobre o momento por que passamos. Seu templo se situa na Barra Funda, na galeria São Paulo Flutuante, que a marchande Regina Boni e ele ergueram no ano passado. Em sociedade com esta grande personalidade cultural, o artista e agora galerista entendeu que a produção brasileira mais do que nunca precisará de acolhimento, elaboração e até mesmo de conversas, já planejadas para o alcance de um grande público virtual. Nessa igreja em que espera receber artistas e público fiéis, ele começou pintando as paredes. E no ano passado imaginou abri-las ao público, o que se revelou impossível em função da pandemia do coronavírus. Mas, neste ano, as visitas já podem ser agendadas presencialmente ou realizadas a qualquer instante pela internet.

"O Autorretrato de um Santo". Foto: Rômulo Fialdini."O Autorretrato de um Santo". Foto: Rômulo Fialdini.

No próximo dia 14, então, a São Paulo Flutuante inaugura um tour virtual que exibirá em alta definição a nova exposição de Manu Maltez. Por meio de um link será possível estabelecer contato com suas telas e esculturas, ao mesmo tempo que com sua representação musical, extraída, por exemplo, de uma exibição ao violão gravada junto à voz de Juçara Marçal e ao piano de Thaís Nicodemo. A cada passo desta exibição de seus trabalhos compreende-se o que o artista imaginou ao conceber as peças. Trata-se de uma construção, mas também de um show. A arte de Manu Maltez se expande e se conecta em uma poderosa investigação poética.



Serviço

O Templo do Cachorro Azul
Tour virtual: 14/05 de 2021.
O link para o tour virtual: https://tourvirtual360.com.br/galeriasp/
Site: www.saopauloflutuante.com
Instagram: @sp_flutuante
Facebook: spflutuante
Galeria São Paulo Flutuante
Rua Brigadeiro Galvão, 130, Barra Funda, São Paulo/SP
Horários de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 18h; sábados, das 10h às 12h.

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Com informações de Rosane Pavam.