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O Centro Cultural Vila Itororó acaba de ser plenamente inaugurado em São Paulo, depois de anos de espera. Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.O Centro Cultural Vila Itororó acaba de ser plenamente inaugurado em São Paulo, depois de anos de espera. Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reinaugurou na última sexta-feira (10) o Centro Cultural Vila Itororó, na região central da cidade, com programação 100% gratuita. O espaço de 6 mil m² conta agora com dez edificações que abrigarão as mais diversas atividades artísticas e de lazer. Anteriormente, apenas a área do Galpão estava disponível para performances.

Espaço localizado na Bela Vista foi reaberto e conta com mais de dez edificações, que abrigarão atividades artísticas e de lazer. Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Espaço localizado na Bela Vista foi reaberto e conta com mais de dez edificações, que abrigarão atividades artísticas e de lazer. Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.

A “Vila” foi tombada pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) em 2002 e pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico), em 2005. Sua restauração teve início em 2013.

Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.

Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.

A secretária municipal de Cultura, Aline Torres, destacou que o centro cultural tem um simbolismo muito grande. “A Vila Itororó completará cem anos em 7 de setembro de 2022. Foi feito com recurso público, com apoio da Lei Rouanet e com muito apoio. Hoje está sendo aberto para a sociedade apropriar-se dele”, afirmou a secretária.

Atrações

Foto:Edson Lopes Jr. / SECOM.Foto:Edson Lopes Jr. / SECOM.

Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.Foto: Edson Lops Jr. / SECOM.A reabertura foi marcada pela iluminação cênica da artista Lígia Chaim, intitulada “Fonte de Luz do Itororó”, assim como os shows de Jairo Pereira e do projeto de música eletrônica, com projeções de vídeo arte Freebeats. No sábado (11) o Vila estreia no circuito cultural paulistano, integrando a Jornada do Patrimônio, que reúne atividades diversas ligadas à memória da cidade.

Cinema e aprendizado

Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.Foto: Edson Lopes Jr. / SECOM.Shows, feiras gastronômicas e de artesanato, assim como oficinas, exposições e um café farão parte das atrações fixas do complexo. Futuramente, o acervo da biblioteca que já está funcionando no local será integrado ao Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo.

Sessões de cinema ao ar livre também estão previstas na programação do Itororó, com o projeto Cine Clube Éden. Trata-se de uma homenagem ao Clube Éden Liberdade, espaço esportivo que funcionava no imóvel.

Além de opções de lazer, o complexo conta com uma unidade do Fab Lab, rede de laboratórios públicos com 13 espaços espalhados pela cidade. Nesses locais é possível fazer cursos de diversas áreas como criação de jogos, costura ou modelagem 3D. Artesãos e pequenos empreendedores da região também podem usar os equipamentos do Fab Lab para produzir itens como roupas, artesanato e até cenários para peças teatrais.

Serviço

Vila Itororó
Endereço: R. Maestro Cardim, 60 - Bela Vista, São Paulo.
Informações: https://vilaitororo.prefeitura.sp.gov.br/ 

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Com informações da SECOM.

Inicialmente prevista para 2020, mas adiada por conta da pandemia, Bienal terá 1.100 trabalhos de 91 artistas de todos os continentes. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.Inicialmente prevista para 2020, mas adiada por conta da pandemia, Bienal terá 1.100 trabalhos de 91 artistas de todos os continentes. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.A 34ª Bienal de São Paulo abre as portas ao público neste sábado (4) no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. A entrada é gratuita.

Inicialmente prevista para 2020, mas adiada por conta da pandemia, a Bienal tem como tema deste ano a frase "Faz escuro mas eu canto", um verso do poeta amazonense Thiago de Mello escrito em 1965. A mostra reúne mais de 1.100 trabalhos de 91 artistas de todos os continentes.

Por conta do coronavírus, o projeto teve que se desdobrar no espaço e no tempo com programação tanto física quanto online. Foto: Van Campos / Foto Arena. Por conta do coronavírus, o projeto teve que se desdobrar no espaço e no tempo com programação tanto física quanto online. Foto: Van Campos / Foto Arena.

Além das obras de artes, a Bienal exibe ainda 14 "enunciados", instalações que contam histórias com a ajuda de objetos diversos. O primeiro é composto por três objetos pertencentes ao acervo do Museu Nacional que sobreviveram de diferentes formas ao incêndio, entre eles o meteorito Santa Luzia, o segundo maior objeto espacial conhecido no Brasil.

Meteorito Santa Luzia, o segundo maior objeto espacial conhecido no Brasil, integrante do acervo do Museu Nacional e atualmente exposto na 34ª Bienal de São Paulo. Foto: Patrícia Figueiredo/G1 SP.Meteorito Santa Luzia, o segundo maior objeto espacial conhecido no Brasil, integrante do acervo do Museu Nacional e atualmente exposto na 34ª Bienal de São Paulo. Foto: Patrícia Figueiredo/G1 SP.

As visitas não precisam ser agendadas previamente, mas é obrigatório o uso de máscaras e a apresentação de um comprovante de vacinação contra Covid-19, com pelo menos uma dose, para a entrada no pavilhão. O "passaporte da vacina" poderá ser apresentado por aplicativo de celular, chamado E-saúde, ou em formato físico (veja aqui como baixar a versão digital).

Entrada é gratuita, e apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19, com pelo menos uma dose, é obrigatória. Foto: Van Campos / Foto Arena.Entrada é gratuita, e apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19, com pelo menos uma dose, é obrigatória. Foto: Van Campos / Foto Arena.

O público pode optar por visitas livres ou participar de visitas mediadas, que ocorrem sem agendamento e em horários fixos, além de visitas temáticas, mediadas por profissionais de diferentes áreas. Os horários de cada tipo de mediação podem ser conferidos na agenda oficial do evento. Há ainda visitas em inglês, em espanhol, com interpretação em Libras ou específicas para crianças.

Esta será a edição da Bienal com maior representatividade de artistas indígenas. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.Esta será a edição da Bienal com maior representatividade de artistas indígenas. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo.

Para atender o público da mostra, o pavilhão da Bienal foi equipado com dois restaurantes temporários, um na área externa do térreo e outro no segundo andar do edifício. Há ainda o café oficial da Bienal, que foi decorado com uma coleção completa dos cartazes das 33 edições da Bienal de São Paulo. Também será possível emprestar cangas no local para fazer piquenique no parque.

Serviço

34ª Bienal de São Paulo - Faz escuro mas eu canto

  • Datas: De 4 de setembro a 5 de dezembro de 2021;
  • Horários: Terça, quarta, sexta e domingo, 10h - 19h (última entrada às 18h30); quinta e sábado, 10h - 21h (última entrada às 20h30);
  • Entrada gratuita;
  • Acesso mediante apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19 (carteirinha de vacinação impressa ou QR Code, também disponível nos aplicativos ConecteSUS, E-Saúde e Poupatempo);
  • Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s.n. Parque Ibirapuera, Portão 3, São Paulo, SP.

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Com informações da34ª Bienal de São Paulo.

Além de acompanhar toda a programação comemorativa do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o público terá acesso a um conteúdo diverso e exclusivo sobre o tema. Imagem: Reprodução.Além de acompanhar toda a programação comemorativa do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o público terá acesso a um conteúdo diverso e exclusivo sobre o tema. Imagem: Reprodução.A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo lançou nesta quarta-feira 1/9, data em que se comemora o nascimento de Tarsila do Amaral, a Agenda Tarsila, um braço fundamental do projeto “Modernismo Hoje”, concebido pela pasta para celebrar o legado da Semana de Arte Moderna de 1922. A iniciativa é um guia especial e único sobre a temática.

Além de acompanhar a programação, o público poderá conferir a história do movimento modernista, curiosidades, galerias de fotos, entrevistas exclusivas com familiares, artistas contemporâneos e pesquisadores dos principais personagens que lançaram tendência no Movimento Modernista, como Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta de Tarsila do Amaral.

Autorretrato, Tarsila do Amaral, 1923. Imagem: Reprodução.Autorretrato, Tarsila do Amaral, 1923. Imagem: Reprodução.“Uma data da importância da Semana de 22 precisa ser celebrada ao longo de um período significativo, suficiente para que muitos eventos aconteçam”, afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado, Sérgio Sá Leitão. “Nós vamos ampliar cada vez mais a oferta de serviços e a programação da Agenda Tarsila. Ela estará disponível até dezembro de 2022 e depois ficará como um registro da celebração do centenário”, disse.

O projeto disponibilizará ainda conteúdo nas redes sociais (InstagramTwitterFacebook, TikTok e Youtube) com diversas novidades envolvendo o centenário. Toda a gestão e produção da Agenda Tarsila é realizada pela Organização Social Amigos da Arte.

“São Paulo sempre esteve na vanguarda deste movimento e agora, em seu centenário, não poderia ser diferente” afirmou Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte. “A Agenda Tarsila tem como principal objetivo fomentar continuamente essa programação diversa e democrática, que dialoga diretamente com os ecos deste movimento tão disruptivo e que segue presente na arte e na cultura cem anos depois."

Ampla oferta Cultural

Comissão organizadora da Semana de Arte Moderna de 1922, tendo o escritor Oswald de Andrade à frente. Foto: Reprodução.Comissão organizadora da Semana de Arte Moderna de 1922, tendo o escritor Oswald de Andrade à frente. Foto: Reprodução.

O projeto Modernismo Hoje é composto por quatro eixos integrados: Programação das instituições culturais do Governo; a Agenda Tarsila, um calendário integrado de atividades do poder público e da sociedade civil; Fomento, o apoio financeiro a projetos da sociedade civil e de prefeituras; e Articulação com o setor de turismo e o poder público de outras instâncias. 

A ação tem como objetivo gerar uma oferta cultural de grande relevância e alta qualidade; valorizar a Semana de 22 e seu impacto na produção cultural brasileira; estimular a reflexão sobre o modernismo e o legado dos modernistas e destacar o papel de São Paulo e dos artistas paulistas no modernismo. O projeto já realizou mais de 40 atividades culturais como exposições, apresentações musicais, seminários, palestras, leituras dramáticas, cursos, oficinas, residências artísticas e outras atividades.

Dentro da linha de fomento, um investimento de R$ 1,5 milhão será destinado ao ProAC Expresso Edital, do Governo do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover a realização de projetos da sociedade civil relacionados ao Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 no Estado de São Paulo. Foram 494 projetos inscritos no Edital 35/2021, que estão em processo de seleção.

Confira mais detalhes da Agenda Tarsila no site oficial: www.https://agendatarsila.com.br/.    

Série Outras Vanguardas

A exposição “John Graz: idílico tropical e moderno” acontece na Estação Pinacoteca. Imagem: PINA / Divulgação.A exposição “John Graz: idílico tropical e moderno” acontece na Estação Pinacoteca. Imagem: PINA / Divulgação.Série audiovisual “Outras Vanguardas”, sobre os movimentos vanguardistas de São Paulo que surgiram desde a Semana de 22. Todas as sextas-feiras um episódio inédito, às 21h30 - Plataforma e aplicativo #CulturaEmCasa (22 de julho a 01 de outubro de 2021)

Estação Pinacoteca

Exposição “John Graz: idílico tropical e moderno” na Estação Pinacoteca, com mais de 150 itens para revisitar a trajetória de um dos mais importantes nomes do modernismo no Brasil (31 de julho de 2021 a 31 de janeiro de 2022).

Sala São Paulo/ Osesp

  • Série "Modernismo na Música Brasileira" com execução da Osesp, na Sala São Paulo: Concerto para violão de Francisco Mignone com regência de Neil Thomson e como solista Fábio Zanon (09, 10 e 11 de setembro / transmissão ao vivo dia 10).
  • Concerto para violoncelo n. 2 de Heitor Villa-Lobos, com regência de Isaac Karabtchevsky e como solista Antonio Meneses (23, 24 e 25 de setembro / transmissão ao vivo dia 24).
  • Live com Fábio Zanon sobre Francisco Mignone e Modernismo na Música Brasileira (7 de setembro).
  • Live com Isaac Karabtchevsky e Antonio Meneses, sobre a obra para violoncelo e orquestra de Villa-Lobos (22 de setembro).
    Mediação lives: Arthur Nestrovski.
  • Concerto “Floresta Villa-Lobos” na Sala São Paulo com execução da Osesp regida por Marin Alsop apresentando obras de Villa-Lobos, Tom Jobim, Philip Glass e outros compositores paulistas (18, 19 e 20 de novembro / transmissão ao vivo dia 19).

Pinacoteca de São Paulo

Exposição “A Máquina do Mundo” na Pinacoteca de São Paulo, com obras de artistas modernistas e contemporâneos e curadoria de José Augusto Ribeiro (6 de novembro de 2021 a 21 de fevereiro de 2022)

Memorial da América Latina

Espetáculo “Brasil 1922 a 2022”, com projeção de imagens e repertório musical tocado ao vivo pela São Paulo Big Band no Memorial da América Latina e em seis cidades do interior de São Paulo (Estreia no Memorial 5 e 6 de novembro).

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Com informações da Agenda Tarsila.

 

A exposição “Sem Saída”, de Andy Singer, ocupa a Estação Tatuapé. Foto: Matheus Sandes.A exposição “Sem Saída”, de Andy Singer, ocupa a Estação Tatuapé. Foto: Matheus Sandes.

Entre os dias 2 e 22 de setembro ocorre a 11ª Virada Sustentável na capital paulista. Neste ano,  #MinhaMensagem é o tema norteador do maior festival de sustentabilidade do país, que traz mensagens importantes sobre este momento de construção coletiva para o futuro pós-pandemia. O tema permeia toda a programação do evento, que é gratuita e repete o modelo híbrido experienciado na edição de 2020.

As 100 frases da campanha foram elaboradas por 100 organizações de diversos setores da sociedade civil. As mensagens se conectam com os shows, apresentações artísticas e intervenções urbanas, e também estarão estampadas em mobiliário urbano, escadas de estações do Metrô, empenas de prédios e escolas distribuídos por várias regiões de São Paulo. “Nessa Virada, a cidade é nosso mural. Nosso objetivo é alcançar toda a população com mensagens positivas e de reflexão para que possamos sair da pandemia com um pensamento voltado à sustentabilidade”, conta André Palhano, um dos fundadores da Virada Sustentável. 

O economista Jeffrey Sachs traz mensagens para o futuro pós-pandemia no Fórum Virada Sustentável. Foto: Getty Images.O economista Jeffrey Sachs traz mensagens para o futuro pós-pandemia no Fórum Virada Sustentável. Foto: Getty Images.

Durante todo o festival, mais de 400 pontos da cidade estarão com as frases da campanha #MinhaMensagem, reforçando os conceitos de sustentabilidade em sua amplitude. Os cidadãos paulistanos serão impactados com esta ação, que estará presente nos pontos de ônibus, em grandes aplicações nas escadas de 18 estações do Metrô, além de projeções mapeadas em grandes empenas de prédios localizados em pontos centrais da cidade. Para Mariana Amaral, a campanha #MinhaMensagem é de utilidade pública: “estamos dando voz para várias organizações da sociedade civil, que nos trazem recados extremamente importantes sobre como podemos pensar o futuro pós-pandemia”.

Além das intervenções nas escadas, de 2 a 22 de setembro, dez estações do Metrô (Vila Prudente, Jabaquara, Sé, Tucuruvi, Paraíso, Barra Funda, República, Tatuapé, Clínicas e São Mateus) serão pontos de coleta de eletroeletrônicos e pilhas. A população poderá descartar  produtos de pequeno e médio porte, como: computadores, celulares, cabos, carregadores, pilhas alcalinas, secadores de cabelo, console de videogame, que ganharão destino adequado no ciclo da reciclagem.

Gal Costa e Lenine estão na programação do Festival. Foto: Julia Rodrigues.Gal Costa e Lenine estão na programação do Festival. Foto: Julia Rodrigues.

Ainda no Metrô, a Virada Sustentável leva a exposição “Sem Saída”, do cartunista estadunidense Andy Singer, para a estação Tatuapé, uma das estações de maior fluxo da cidade de São Paulo. Em seus cartoons, Singer traz uma reflexão sobre a mobilidade urbana. A exposição poderá ser vista durante todo o período da Virada Sustentável. Nas estações Paraíso, Luz, Sacomã e Brás, a exposição Embalagem Parade mostra como caixinhas tipo “longa vida” usadas podem ganhar utilidade depois de passarem por coleta seletiva.

O festival traz shows de Gal Costa e Lenine integrando sua programação musical, que acontecerá em formato de live e com público presencial limitado no Teatro Sérgio Cardoso. Para o público infantil, estão programadas lives dos shows Zozó Zureta, apresentado por  Zeca Baleiro e Banda; e Grupo Triii, que convida Palhaça Rubra. Os shows também apresentam intervenções da campanha #MinhaMensagem.

A Virada Sustentável ocupa o Centro Cultural São Paulo (CCSP) com uma intensa programação. Com mais de 50 atividades, o festival leva mostras de teatro infantil, circo, dança, performances, música instrumental, contações de história, exposições e iniciativas de promoção de bem-estar aos vários espaços do CCSP.  A capacidade de público está condicionada às normas sanitárias vigentes no dia.

“Um Canto Para Carolina”, espetáculo inspirado em “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, acontece no CCSP no dia 05, às 20h.  Foto:: André Hoff. “Um Canto Para Carolina”, espetáculo inspirado em “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, acontece no CCSP no dia 05, às 20h. Foto:: André Hoff.

Dentre os destaques estão o premiado espetáculo Água Doce, interpretado pela Cia da Tribo; “Um Canto Para Carolina”, espetáculo da  Cia. dos Inventivos, inspirado em “Quarto de Despejo”, livro escrito por Carolina Maria de Jesus. O escritor Daniel Munduruku participa da Mostra de Contação de Histórias apresentando o mundo indígena por meio de música, danças e histórias. Já a Mostra de Música Instrumental promove o Pic Nic Jazz ao Pôr do Sol no Jardim Suspenso do centro cultural. O grupo Zumb.boys traz o hip hop para a Mostra de Dança no espetáculo Dança por Correio.  Já a temática da diversidade está presente nos espetáculos Performance Poética TRANScrevendo Arte e Vozes da TRANSformação, que integram a Mostra de Performances.

Os Centros Educacionais Unificados (CEUs) participam da Virada Sustentável em ação realizada em parceria com Instagrafite, em que 7 grandes empenas serão grafitadas por 7 duplas de artistas, formadas por um artista do território da unidade e um artista convidado. Totalizando 4.882 m² de área grafitada, estas obras são interligadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável elencados pela ONU. Alguns artistas e coletivos que estão envolvidos nesta intervenção são Linoca Souza, que será Artista Host no CEU Campo Limpo, tratando sobre diversidade, e convida AVAF, da capital paulista, para pintar a empena. Outro destaque é a intervenção feita pela Karina Kot no CEU Vila Rubi, abordando as mudanças climáticas, em parceria com o seu artista convidado, Denilson Baniwa  

A  Andarilha, espetáculo do Coletivo Rainhas do Radiador tem ingredientes de teatro, circo e humor. Foto: Ricardo Avellar.A Andarilha, espetáculo do Coletivo Rainhas do Radiador tem ingredientes de teatro, circo e humor. Foto: Ricardo Avellar.

A Virada Sustentável também fará uma doação da escultura “Broto”, do artista Jaime Prades, ao Parque do Povo. Com 7 metros de altura, a escultura de aço simboliza o ciclo da vida, como uma semente que eclode organicamente, contrastando com a paisagem urbana de São Paulo.

Para fechar a última semana do festival, pontos icônicos da cidade serão palcos de ações da campanha #MinhaMensagem, dentre eles está o Minhocão. No dia 18/09, a Ponte Estaiada recebe o balé aéreo da CIA BASE, e no dia 21/09, declarado o Dia Internacional da Paz pela ONU, ocorre o Amanhã da Paz, meditação global simultânea com a presença de mais de 300 lideranças da cultura de paz. 

Durante toda a Virada Sustentável, o Metrô, Espaço aFlora, Rotary SP, Bibliotecas públicas de São Paulo e Sesc São Paulo aderem ao festival com programação especial, destacada abaixo e disponível em: www.viradasustentavel.org.br 

Serviço

A programação completa pode ser acompanhada nos seguintes canais: 

Site: www.viradasustentavel.org.br
Instagram: @viradasustentavel
Facebook: facebook.com/viradasustentavel
Youtube: https://www.youtube.com/ViradaSustentavel

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Com informações da Agência Lema.

No centro da foto, o Edifício Planalto, construído em 1956 e que tornou-se ícone paulistano. Foto: Divulgação.No centro da foto, o Edifício Planalto, construído em 1956 e que tornou-se ícone paulistano. Foto: Divulgação.

Se você mora em São Paulo ou já visitou a cidade deve ter ouvido falar sobre os prédios icônicos que “moram” por aqui, desenhados por arquitetos renomados, que deixaram suas marcas, ou melhor, seus traços arquitetônicos desenhados pela capital. Edifício Bretagne, Cinderela, Louvre, Piauí, Planalto, Viadutos são algumas das construções que devem estar no roteiro turístico de moradores, turistas, estudantes e amantes de arquitetura e urbanismo não só pelas suas magnitudes arquitetônicas, traçados históricos, mas também pela saudação ao arquiteto que as projetaram: João Artacho Jurado.

Croqui do Edifício Bretagne construído na Avenida Higienópolis e inaugurado em 1958. Foto: Divulgação.Croqui do Edifício Bretagne construído na Avenida Higienópolis e inaugurado em 1958. Foto: Divulgação.

Na data em que se comemora 114 anos de seu nascimento, em 4 de setembro, a Galeria da Cidade – área expositiva da Escola da Cidade, que inaugurou em 2018 uma galeria dedicada a exposições de arquitetura – abre as portas da exposição Artacho Jurado no Desenho da Cidade, sobre o autodidata que projetou e construiu marcos da São Paulo moderna. Avesso aos códigos rígidos do modernismo corrente na época, Jurado desenvolveu um estilo próprio, com detalhes requintados e muitas cores, além de criar espaços generosos. Graças à sua linguagem extrovertida, foi comparado, pelo crítico Décio Pignatari, ao arquiteto catalão Antoni Gaudí.

Artacho começou a trabalhar na década de 1930 e sua produção se intensificou nas décadas de 40 e 50. Foto: Clarissa Mohany.Artacho começou a trabalhar na década de 1930 e sua produção se intensificou nas décadas de 40 e 50. Foto: Clarissa Mohany.

Nos desenhos originais, investigativos e de processos de criação de Jurado, é possível observar sua preocupação com o modo de trabalhar texturas, tratar superfícies, usar paletas de cores e fazer composições espaciais. Os desenhos se assemelham mais a estudos de cenografia, distanciando-se das investigações arquitetônicas que concebem o espaço segundo estruturas, pilares e vigas.

A Sala Rosa da exposição traz um mapa afetivo da região central de São Paulo. Foto: Clarissa Mohany.A Sala Rosa da exposição traz um mapa afetivo da região central de São Paulo. Foto: Clarissa Mohany.

Enquanto ele projetava os edifícios com seus ornamentos – peças exclusivas de mobiliário, de luminárias etc. – os preceitos da arquitetura moderna da época iam na contramão desses seus principais diferenciais e ditavam que “menos é mais”. Por isso, foi atacado pelos intelectuais, mas aclamado pelos moradores, paulistanos e turistas.

A Sala Rosa da exposição traz um mapa afetivo da região central de São Paulo, com traçados que revelam uma memória identitária urbana, com pontos sensíveis à experiência efêmera do cotidiano da cidade.  A partir de um percurso traçado a pé, começando pelo edifício Planalto, na região da República, e terminando no Bretagne, em Higienópolis, foram recolhidas impressões, sentimentos, histórias e experiências pessoais para desenvolver um percurso gráfico.

Páteo interno do Edifício Parque das Hortênsias da Avenida Angélica. Foto: Hamilton Penna..Páteo interno do Edifício Parque das Hortênsias da Avenida Angélica. Foto: Hamilton Penna..

Assim, a proposta interativa da Sala, e da exposição como um todo, é um convite para se perder e se reencontrar na própria cidade e redescobrir a história da região por meio da vida e dos edifícios deste arquiteto que ajudou a colorir a cidade.

Leia também: 

Serviço

Artacho Jurado no Desenho da Cidade
De 4 de setembro a 31 de janeiro de 2022.
Entrada gratuita.
Horário de funcionamento: de segunda a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h.
Local: Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Endereço: Rua General Jardim, 65, Centro – São Paulo.

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Fontes: CNN e Escola da Cidade.

Projeção 3D do projeto Objeto Horizonte, do Coletivo Foi à Feira.  Foto: Karina Bacci.Projeção 3D do projeto Objeto Horizonte, do Coletivo Foi à Feira. Foto: Karina Bacci.

Após abrir o ano comemorativo de sua décima edição no Parque Ibirapuera em 2020, a Mostra 3M de Arte promove, até dia 30 de outubro, a circulação de obras participantes de sua última edição em parques públicos de Campinas, Guarulhos e estações de metrô de São Paulo. A Mostra 3M sempre apresenta obras que incentivam reflexões sobre a relação do indivíduo com a coletividade na sociedade.

Com curadoria de Camila Bechelany, a 10ª Mostra 3M de Arte explora o tema "Lugar Comum: travessias e coletividades na cidade", cujo conceito explora a relação de cada pessoa como participante ativa e receptiva no meio urbano. "A proposta curatorial nos leva a refletir que por meio de nossas experiências particulares e coletivas somos agentes transformadores do espaço público", conta Bechelany.

As comemorações da décima edição contam com uma série de bate-papos online (disponíveis no canal da Mostra no Youtube), entre a curadora e artistas participantes do evento e convidados, além da circulação das obras do Coletivo Foi à Feira (SP e ES),  (SP) e Rafael RG (SP). Além deles, também participam desta edição: Camila Sposati (SP), Cinthia Marcelle (MG), Diran Castro (SP), a dupla Gabriel Scapinelli e Otávio Monteiro (SP), Luiza Crosman (RJ), Maré de Matos (MG) e Narciso Rosário (PI).

"O Brilho da Liberdade Diante dos Seus Olhos", de Rafael RG. Foto: Karina Bacci."O Brilho da Liberdade Diante dos Seus Olhos", de Rafael RG. Foto: Karina Bacci.

Após passar pelo Parque Ibirapuera, em São Paulo, e Parque Faria Lima, em Guarulhos, a partir do dia 27 de agosto, é a vez dos usuários do metrô serem impactados com a instalação "Objeto Horizonte", que vai ocupar o vão central da estação Sé do Metrô até o dia 27 de setembro. As mais de 300 mil pessoas que circulam por ali diariamente podem deixar gravadas suas mensagens de como seria a cidade do futuro de seus desejos.

A obra "Objeto Horizonte" é um projeto do Coletivo Foi à Feira - composto atualmente por Clarissa Ximenes, Gabriel Tye Luís Filipe Pôrto, Matheus Romanelli e Rayza Mucunã. Repensada para o contexto de pandemia, a instalação é baseada na arqueologia da memória. A obra é uma esfera, reflexiva por dentro e transparente por fora, dedicada a ser um espaço de autorreflexão e um convite para que o visitante-participante deixe registrados seus desejos para uma cidade do futuro. A experiência imersiva conta com um painel de LCD com as mensagens deixadas e ruídos com estética futurista. Os áudios registrados são enviados a um receptor que transforma, a partir de um sistema operacional, as vozes em inserções aleatórias de sons e o resultado é como escutar uma viagem no tempo.

“O QUE OUVE” de Lenora de Barros sendo montado no atelier da artista. Foto: @ledebe / Instagram.“O QUE OUVE” de Lenora de Barros sendo montado no atelier da artista. Foto: @ledebe / Instagram.

A instalação sonora "O QUE OUVE" da artista Lenora de Barros chega à estação Alto do Ipiranga no dia 1º de setembro. Para participar da Mostra 3M, Lenora produziu performances vocais usando como ponto de partida a frase: "O mundo se transforma em função do lugar onde fixamos nossa atenção. Esse processo é aditivo e energético", do músico John Cage. Em parceria com o compositor Cid Campos, durante seu período de isolamento, a artista usou diferentes sons e tons de voz na criação das mensagens-poemas acerca do tempo presente, que serão ressoadas por cinco caixas de som distribuídas na estação.

"A Mostra 3M de Arte é um dos projetos de artes visuais mais longevos no cenário nacional, e tem se consolidado como espaço para experimentação de artistas consagrados e lançamento de novos nomes no mercado artístico-cultural. A circulação da Mostra por parques e estações do metrô reforça ainda mais nossa proposta de formação de público da arte contemporânea", afirma Fernanda Del Guerra, diretora da Elo 3, idealizadora e realizadora do evento.

Em outubro, a 10ª Mostra 3M de Arte migra para o Parque Portugal, conhecido como Parque Taquaral, em Campinas. Além da instalação "Objeto Horizonte", o espaço recebe duas obras do artista Rafael RG: "O Brilho da Liberdade Diante dos Seus Olhos" e "Astral". A primeira - "O Brilho da Liberdade Diante dos Seus Olhos"- é inspirada na biografia da abolicionista e ativista norte-americana Harriet Tubman - mulher negra que lutou pelo fim da escravidão nos EUA e fazia sua rota de fuga baseada na observação da constelação da Estrela Norte. Em "Astral", o artista apresenta uma intervenção sonora, que conta com a participação de astrólogos que fazem leituras astrológicas enquanto o visitante pode observar a projeção original. Os astrólogos convidados por RG fazem também um paralelo com a história de Tubman e trabalham com astrologias de povos originários e culturas afrodiaspóricas.

 


Serviço

10ª Mostra 3M de Arte.
Tema: "Lugar Comum: travessias e coletividades na cidade".
Curadoria: Camila Bechelany.

Locais e Datas:
Estação Sé do Metrô: "Objeto Horizonte", do Coletivo Foi à Feira, de 27/08 a 27/09;
Estação Alto do Ipiranga: "O QUE OUVE", de Lenora de Barros, de 01/09 a 27/09;

Parque Portugal - Taquaral - (Campinas): "Objeto Horizonte", do Coletivo Foi à Feira, e as obras "O Brilho da Liberdade Diante dos Seus Olhos" e "Astral" de Rafael RG, de 01/10 a 30/10.

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Com informações da Agência Lema.