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 A prefeita Anne Hidalgo quer reduzir o tráfego automóvel na avenida. Imagem: PCA-Stream.A prefeita Anne Hidalgo quer reduzir o tráfego automóvel na avenida. Imagem: PCA-Stream.

No início de janeiro último, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou que a Avenida Champs-Élysées, entre o Arco de Triomphe e a Praça de la Concorde, será transformada, até 2030, em um “jardim extraordinário”¹. Para tanto foi destinado um orçamento de 230 milhões de euros. A obra nasceu do pleito do Champs-Élysées Committee, associação que reúne moradores, trabalhadores e comerciantes da Avenida. A proposta se alinha com o projeto original da Avenida, concebido em 1666 por André Le Nôtre, o notável paisagista da corte de Luís XIV. Ao longo da história a Champs-Élysées foi modificada e ampliada, e se transformou em um dos símbolos da França, palco de comemorações cívicas como em 1944, diante da libertação da França após a ocupação nazista, e manifestações políticas e culturais. Ao longo do século XX tornou-se um distrito de negócios de alto dinamismo, lugar que sedia alguns dos mais importantes escritórios corporativos da Europa, lojas altamente sofisticadas, e um tráfego de 3.000 veículos por hora.

Brasil, um homem em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, chega a viver, em média, quase 10 anos a mais do que um em Itabuna, na Bahia. Uma mulher da mesma cidade gaúcha pode viver até sete anos além de uma moradora de Guarapuava, que fica num Estado da mesma região, o Paraná.

A obra deve custar cerca de 250 milhões de euros e só começa depois dos Jogos Olímpicos de 2024. Foto: Mark Lawson.A obra deve custar cerca de 250 milhões de euros e só começa depois dos Jogos Olímpicos de 2024. Foto: Mark Lawson.

É uma das avenidas mais icônicas do mundo e agora vai ganhar cara nova, porque a imagem estava, para os franceses muito desgastada. E para isso nada melhor do que dar-lhe “um jardim extraordinário”, nas palavras de Anne Hidalgo Prefeita de Paris que anunciou orçamento de 250 milhões de euros para renovar a zona do Arco do Triunfo e Champs-Élysées.

Arquitetos e urbanistas têm o dever de procurar respostas e desenvolver projetos e sistemas resilientes para as populações.Imagem: Third Nature.Arquitetos e urbanistas têm o dever de procurar respostas e desenvolver projetos e sistemas resilientes para as populações.Imagem: Third Nature.

Quarenta por cento da população mundial vive próxima à áreas litorâneas, em uma faixa de no máximo cem quilômetros de distância à partir da costa, sendo que dez por centro delas ocupam áreas apenas dez metros acima do nível do mar. Este é um dado importantíssimo a se considerar quando pensamos em como as mudanças climáticas podem afetar a vida nas cidades. Hoje em dia, estima-se que até 2050 o aumento dos níveis das marés e as recorrentes inundações possam custar anualmente mais de um trilhão de dólares às cidades litorâneas do mundo todo. Não podemos negar que a humanidade está chegando a um impasse, um momento onde nunca estivemos tão vulneráveis às consequências das mudanças climáticas.

As cinco metas da nova estratégia climática de Oslo abrangem tanto o que precisamos fazer para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, quanto como devemos nos adaptar para nos prepararmos para as mudanças climáticas futuras. Foto: Andreas Reite.As cinco metas da nova estratégia climática de Oslo abrangem tanto o que precisamos fazer para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, quanto como devemos nos adaptar para nos prepararmos para as mudanças climáticas futuras. Foto: Andreas Reite.

Nós estamos mais perto de 2030 do que dos anos 2000. Em 20 anos, nós vimos a popularização da internet, a evolução dos smartphones, a criação dos carros autônomos e muito mais. Dentro de tudo o que aconteceu durante todo esse tempo, nós também passamos a falar muito mais sobre a nossa responsabilidade com relação à sustentabilidade; e passamos a cobrar medidas sustentáveis de grandes empresas e dos lugares onde vivemos – seja nosso país, nossa cidade ou até mesmo dentro do prédio onde moramos.