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São Paulo tem dia de caos com transbordamento de rios e trens parados. Foto: CPTM.São Paulo tem dia de caos com transbordamento de rios e trens parados. Foto: CPTM.

A chuva que atinge a capital paulista e a Região Metropolitana de São Paulo desde a madrugada desta segunda-feira (10) provoca caos no trânsito e no transporte público. As marginais do Tietê e do Pinheiros têm bloqueios devido a pontos de alagamento. A circulação de trens da CPTM chegou a ser interrompida em duas linhas. Órgãos públicos suspenderam atividades na capital.

Raul Juste Lores, Editor-chefe da Veja São Paulo escreveu em seu Twitter: "Publiquei há um ano, mas quase ninguém leu. A história dos piscinões inteligentes de Roterdã (cidade que alaga por razões diversas...)". Segue a matéria do dia 28 de dezembro de 2018, publicada por ele na Revista que serve como exemplo de iniciativa urbanística para enfrentar o crescimento desordenado das cidades e as consequências danosas que isso pode causar.

A ambiciosa medida para o centro de Lisboa tem em vista a redução em 40% dos veículos que circulam nesta zona. Imagem: CML.A ambiciosa medida para o centro de Lisboa tem em vista a redução em 40% dos veículos que circulam nesta zona. Imagem: CML.

Foi apresentado pelo prefeito de Lisboa, na última sexta-feira, um projeto que vai mudar a forma como se vive no centro da capital portuguesa, apoiado na luta pelo meio ambiente e na melhoria das condições de vida de quem vive, trabalha e passeia no coração da cidade.

Diante da explosão nos valores dos aluguéis nos últimos anos em Berlim, a Assembleia Legislativa da capital alemã aprovou na última quinta-feira (30/01) uma legislação inédita na Alemanha que estabelece um teto para o valor cobrado por proprietários de imóveis na cidade. A medida foi criticada pela oposição e pelo setor imobiliário.

Tóquio é uma cidade caótica, no sentido de não ter se desenvolvido a partir de um planejamento urbano coordenado para toda a cidade. No século 18, já tinha cerca de 1 milhão de habitantes, em uma configuração onde a maioria da população vivia em condições semelhantes às favelas brasileiras da atualidade. Os densos subúrbios de Tóquio lembram as periferias brasileiras, com construções baixas mas próximas umas das outras, em terrenos estreitos e com uma ampla diversidade de usos. Além disso, Tóquio apresenta uma multiplicidade de tipologias arquitetônicas, diferentes meios de transporte dividindo o mesmo espaço e, não diferente das cidades brasileiras, outdoors e fios elétricos aparentes destoando na paisagem urbana.

Os países nórdicos têm uma rica história de planejamento assistencial, que visa criar sociedades igualitárias e habitáveis. Foto: David Pinder.Os países nórdicos têm uma rica história de planejamento assistencial, que visa criar sociedades igualitárias e habitáveis. Foto: David Pinder.

Ir ao trabalho de bicicleta, trem ou até de patins no gelo. Usar a academia ao ar livre gratuita em um parque bem cuidado ao lado do seu escritório na hora do almoço. Passar o fim de semana em uma exposição interativa de design sem sair de seu apartamento. Essas podem parecer atividades de alguma cidade do futuro, mas, para muitas pessoas que vivem nos países nórdicos (os três escandinavos — Suécia, Noruega e Dinamarca — mais Finlândia e Islândia), isso faz parte de sua realidade cotidiana, graças a uma abordagem única a planejamento urbano.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, apresentou nesta última terça-feira (17) um novo plano para fornecer, até 2024, abrigo para todos os que vivem na rua, com camas temporárias e moradias permanentes.

O The Journey Home, é um novo esforço multi-agência para toda a cidade que quer ajudar os nova-iorquinos sem-teto nos bairros. O objetivo da iniciativa é ajudar os nova-iorquinos desprotegidos a fazer a transição dos metrôs e ruas para ambientes permanentes.

A cidade calcula que quase 4.000 nova-iorquinos vivem nas ruas. Cerca de 60.000 pessoas, incluindo 21.640 crianças, ficam diariamente em um dos abrigos da maior cidade dos Estados Unidos, 10.000 a mais do que em 2013. O Departamento de Habitação dos EUA (HUD) estimou o número de pessoas sem-teto em Nova York em 78.676, em um relatório publicado em 2018.

O plano anunciado faz parte do programa Municipal Home-Stat, lançado em 2016 para melhorar o atendimento aos sem-teto em Nova York. O democrata De Blasio disse que as autoridades religiosas da cidade podem ainda colocar cinco locais adicionais a serviço do programa, oferecendo mais 1.000 camas.

O objetivo da iniciativa é ajudar os nova-iorquinos desprotegidos a fazer a transição dos metrôs e ruas para ambientes permanentes. Foto: Getty Images. O objetivo da iniciativa é ajudar os nova-iorquinos desprotegidos a fazer a transição dos metrôs e ruas para ambientes permanentes. Foto: Getty Images.

Esses são abrigos temporários, que devem ser instalados durante o próximo ano e serão adicionados aos 1.800 leitos já disponíveis no programa. O plano também prevê o fornecimento de 1.000 casas permanentes. A prefeitura também reforçou as equipes responsáveis para contatar as pessoas em situação de rua.
 
Desde os aprimoramentos iniciais anunciados em agosto de 2019, a cidade treinou 18.000 funcionários voluntários. Os funcionários são de cinco agências diferentes, incluindo: Departamento de Saneamento (DSNY), Departamento de Saúde e Higiene Mental (DOHMH), Corpo de Bombeiros (FDNY), Departamento de Edifícios (DOB) e Departamento de Parques. A cidade de Nova York também planeja contratar 180 funcionários adicionais, elevando o total para 550.

O programa também conecta indivíduos desprotegidos com sérios problemas de saúde mental a equipes de atendimento ou tratamento móvel. Foto: Michael Appleton / Mayoral Photography Office.O programa também conecta indivíduos desprotegidos com sérios problemas de saúde mental a equipes de atendimento ou tratamento móvel. Foto: Michael Appleton / Mayoral Photography Office.

Eles serão treinados sobre como usar o aplicativo 311 e todos os seus recursos para ajudar a comunidade sem-teto, como enviar solicitações de serviço a pessoas sem-teto, que serão enviadas a um Comando Central, gerenciado pelo Departamento de Serviços para Desabrigados e pela Polícia de Nova York (NYPD).

É um "plano para acabar com a vida nas ruas em Nova York de uma vez por todas", disse De Blasio em uma coletiva de imprensa. Espera-se que o plano custe aproximadamente 100 milhões de dólares por ano, segundo o prefeito. De acordo com a prefeitura, 2.450 pessoas foram tiradas das ruas, desde o início do programa Home-Stat.

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