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Victor Brasil aluga o carro durante curtos períodos. Foto: Estadão Conteúdo.Victor Brasil aluga o carro durante curtos períodos. Foto: Estadão Conteúdo.

Dois anos depois de vender o carro para se locomover por São Paulo de bicicleta, o administrador de empresas Victor Brasil, de 31 anos, voltou a recorrer ao transporte motorizado. Mas agora, em vez de bancar os custos de um veículo próprio, optou pelo compartilhamento. Três vezes por semana, para ir e voltar dos treinos de triatlo, ele aluga um carro por hora. "Às vezes, também pego o carro para ir rapidinho ao supermercado, já que não dá para carregar sacolas na bicicleta. "O compartilhamento de automóveis segue uma lógica parecida com a de aluguel de bicicletas, em que é possível pegar o veículo em um ponto e deixar em outro, com o uso de um aplicativo. No mundo, esse mercado já chamou a atenção de grandes montadoras. Mas, no Brasil, são as pequenas empresas, a maioria startups, que dominam a prestação desse serviço.

Boneca Pupi.Boneca Pupi.Criada na zona leste de São Paulo, no bairro do Belém, no dia 25 de junho de 1937, seu patriarca foi Siegfried Adler, um alemão que buscava ganhar a vida na cidade. O empresário viu em uma pequena fábrica falida de bonecas de pano e carrinhos de madeira uma possibilidade de negócio.

Investindo todo seu dinheiro e tempo para criar uma marca que fosse referência na infância dos brasileiros, Adler foi o responsável por lançar a primeira boneca da nova empresa. Com 38 centímetros ela tinha corpo de tecido e rosto de massa. Era o começo de uma empresa que marcaria gerações de brasileiros.

Anos depois, na década de 40, a empresa lançou o cachorro Mimoso, o primeiro brinquedo brasileiro, feito em madeira, que se movimentava e produzia som. Na sequência Adler conseguiu lançar o Banco Imobiliário, versão brasileira do Monopoly, o jogo de tabuleiro mais popular do mundo. As bonecas, que até o final dos anos 40 eram feitas em uma massa inquebrável, passaram a ser de plástico a partir da Pupi, uma boneca articulada de 35 cm, que “dormia e chorava”, lançada no início da década de 50.

Logo na sequência e empresa investiu em bichinhos e bonecos de vinil, que eram mais flexíveis e indicados para crianças pequenas ou bebês. Como era uma empresa familiar, com a morte do seu fundador, em 1958, a esposa de Siegfried assumiu a presidência, pois o filho do casal, Mário, encontrava-se nos Estados Unidos.

Foi ela a responsável pelo lançamento de brinquedos elétricos, dentre os quais o autorama com pistas de corrida e carrinhos para desafiar a habilidade dos garotos. Essa alcunha, Autorama, inclusive, passou a ser o sinônimo de brinquedos ligados à velocidade com direito, inclusive, à citação no Dicionário Aurélio.

A Estrela introduziu, nesse período, outro conceito de grande sucesso, a boneca fashion (fashion doll), com o lançamento da Susi, que foi extremamente popular por diversas gerações de meninas brasileiras até 1985, quando deixou de ser fabricada, tendo vendido mais de 20 milhões de unidades.

Falcon Explorador e Falcon Turbocóptero, Coleção 80 anos. Imagem: Brinquedos EstrelaFalcon Explorador e Falcon Turbocóptero, Coleção 80 anos. Imagem: Brinquedos Estrela

Voltando à história da empresa, Mário Adler, filho de Siegfried, retorna ao Brasil em 1964 com 19 anos e se torna presidente da empresa com a ajuda do marketing. Dessa forma, a ideia foi enfatizar o reconhecimento da marca através de uma grande divulgação em eventos nacionais, internacionais e programas de TV. Nesta década a linha de produtos foi ampliada com lançamentos inovadores, como a primeira boneca mecânica (Gui Gui), que sorria quando abria e fechava seus braços; e a boneca Beijoca, que “mandava beijinhos”.