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O prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi, e o novo edifício carregará o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi. Imagem: MASP / Divulgação.O prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi, e o novo edifício carregará o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi. Imagem: MASP / Divulgação.

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia neste mês o lançamento do projeto MASP em expansão. O novo projeto almeja equiparar a estrutura física do museu à sua ambição institucional, transformando-o para as próximas gerações.

Trata-se do feito mais significativo na história do museu após a sua transferência da rua 7 de Abril, na sede dos Diários Associados, para a Avenida Paulista, em 1968. Naquela época, a mudança ocorreu para o que o museu tivesse uma sede à altura de sua coleção. O prédio projetado por Lina Bo Bardi (1914-1992), reconhecida pelo conjunto de sua obra com o Leão de Ouro Especial na Bienal de Veneza de 2021, transformou-se em cartão-postal da cidade e em símbolo da arquitetura moderna mundial do século 20.

Foi com a presença da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip que o novo prédio do MASP foi inaugurado, em 7 de novembro de 1968. Foto: Sivio Correia / Folhapress. Foi com a presença da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip que o novo prédio do MASP foi inaugurado, em 7 de novembro de 1968. Foto: Sivio Correia / Folhapress.

Como forma de preservar e valorizar a história da instituição com o reconhecimento de seus fundadores, o prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi, e o novo edifício carregará o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi (1900-1999). Estes nomes, combinados com o da própria instituição, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, que faz referência ao seu fundador (1892-1968), irão completar a homenagem ao trio fundador do MASP.

Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi,década de 1950. Foto: Arquivo da Biblioteca e Centro de Documentação do MASP.Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi,década de 1950. Foto: Arquivo da Biblioteca e Centro de Documentação do MASP.“O MASP passa, assim, pelo maior processo de expansão física da sua história, feito com recursos próprios. Vamos aumentar em 66% a capacidade expositiva do museu, integrando os dois prédios e esse é um investimento muito relevante para a cultura de São Paulo. Acredito que essa expansão consolida o museu e a própria Avenida Paulista como um eixo cultural, quem sabe o mais importante eixo cultural do Brasil, do qual o MASP, sem dúvida, é a âncora”, diz Alfredo Setubal, presidente do Conselho do MASP.

A entrega

Terraço no 1º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Terraço no 1º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Com previsão de entrega para janeiro de 2024, o prédio Pietro irá contemplar 14 andares. Estes serão ocupados por cinco galerias expositivas e duas galerias multiuso, representando um aumento de 66% de área expositiva do MASP. O edifício também abrigará restaurante, bilheteria, loja, reserva técnica, salas de aula e laboratório de restauro. Ao final da reforma, a área total do MASP será de 17.680 m² (hoje, são 10.485 m²). Além de aumentar o espaço físico, a nova construção vai ampliar aquilo que o MASP é e já representa nacional e internacionalmente. Os ganhos serão múltiplos: a ampliação de acesso ao público, uma vez que será possível acolher um número significativamente maior de visitantes; uma nova e melhor estrutura para oferecer cursos e programas públicos (oficinas, palestras, seminários, formação de professores etc.); um ambiente maior e equipado com as últimas tecnologias para o restauro e preservação de obras icônicas, que, somadas às aquisições feitas ano a ano, contam histórias da arte cada vez mais diversas, inclusivas e plurais.

Mudanças

Conexão subterrânea. Imagem: MASP / Divulgação.Conexão subterrânea. Imagem: MASP / Divulgação.

Bilheteria no 1.o subsolo. Imagem: MASP / Divulgação.Bilheteria no 1.o subsolo. Imagem: MASP / Divulgação.

Galeria no 3º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Galeria no 3º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Por limitações físicas, pouco mais de 1% do acervo do museu é exposto atualmente. No total, o MASP possui mais de 11 mil obras entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, que abrangem a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Esse é mais um dos aspectos que será impactado positivamente com a inauguração.

“O acervo do MASP vem crescendo. Nosso plano é que o edifício Lina seja dedicado à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, sobretudo nas áreas do subsolo. Já as novas galerias deverão ser ocupadas com exposições temporárias, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração”, conta Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP. “Atualmente, a programação do museu tem um cronograma apertado e esses espaços vão proporcionar um respiro maior no calendário e uma melhor organização na narrativa das exposições.”

Laboratório de conservação do 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Laboratório de conservação do 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.O edifício Pietro permitirá ainda complementar e qualificar as instalações técnicas do museu, com a expansão de áreas como depósitos e docas, que hoje impõem limites concretos à gestão operacional. Uma parte essencial do projeto é a interligação subterrânea entre os dois edifícios, que será feita sob a rua Prof. Otavio Mendes – já autorizada pela Prefeitura de São Paulo, com publicação em decreto municipal. Outra transformação importante será a transferência da bilheteria para o prédio Pietro, liberando o vão livre e devolvendo a este espaço a sua utilização como praça pública, uso defendido por Lina Bo Bardi desde que idealizou a atual sede do MASP.

Café e restaurante no térreo. Imagem: MASP / Divulgação.Café e restaurante no térreo. Imagem: MASP / Divulgação.

Escola no 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Escola no 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.

O edifício Pietro terá os pavimentos junto ao chão totalmente transparentes, em diálogo com o vão livre, e os andares superiores revestidos com chapas metálicas perfuradas e corrugadas, que irão permitir uma imagem monolítica sem inviabilizar as vistas da paisagem e a entrada de luz natural através de aberturas estrategicamente posicionadas, de acordo com as necessidades dos espaços internos.

O custo do projeto é da ordem de R$ 180 milhões e será totalmente financiado por doações de pessoas físicas – seguindo a característica que o MASP possui desde sua fundação de engajar a sociedade privada nos mais diversos projetos. “Viabilizar a construção desse prédio por meio de doações é o coroamento do novo modelo administrativo do MASP, uma instituição que tem seus pilares calcados na sociedade civil”, afirma Heitor Martins.

O projeto arquitetônico é uma coautoria de Júlio Neves com o escritório METRO Arquitetos Associados, dos sócios Martin Corullon e Gustavo Cedroni.O empreendimento buscará soluções sustentáveis de modo a diminuir a pegada de carbono.

Leia também: 

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Com informações do MASP.

O evento-teste pretende promover e refinar protocolos seguros para a retomada das atividades com público. Foto: FIC / Divulgação.O evento-teste pretende promover e refinar protocolos seguros para a retomada das atividades com público. Foto: FIC / Divulgação.

No próximo final de semana, a cidade de São Paulo irá sediar o primeiro evento-teste depois da flexibilização das medidas de prevenção ao Covid-19. A Feira das Feiras - Criativas – SP acontecerá no Memorial da América Latina no sábado e domingo das 11h às 19h e servirá como parte da retomada das atividades com público, respeitando os protocolos de segurança previstos no Plano São Paulo, com apoio do Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo.

O evento-teste pretende promover e refinar protocolos seguros para a retomada das atividades com público. Mais de 100 expositores e 16 feiras paulistanas de economia criativa estarão na área externa e sob a marquise do Memorial. Esta primeira edição marca a retomada do setor cultural e de economia criativa, ambos de grande importância para a cidade e o Estado de São Paulo.

O público será limitado por horário e não haverá bilheteria presencial. Tanto para o público quanto aos expositores, o uso de máscara e a testagem serão obrigatórios. A venda dos ingressos será feita exclusivamente pela internet e com horário definido. Os participantes também serão monitorados após o evento para acompanhamento da segurança epidemiológica por meio eletrônico e retestagem de grupo amostral. Os resultados trarão insumos para decisões de políticas públicas.

Mais de 100 expositores e 16 feiras paulistanas de economia criativa estarão na área externa e sob a marquise do Memorial. Foto: FIC / Divulgação.Mais de 100 expositores e 16 feiras paulistanas de economia criativa estarão na área externa e sob a marquise do Memorial. Foto: FIC / Divulgação.

“Com quase 100% da população adulta vacinada, com pelo menos a primeira dose, chegou o momento da retomada econômica consciente aguardada por empresários e trabalhadores deste setor, que foi duramente impactado pela pandemia”,afirma a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso.

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência de Mercado da São Paulo Turismo (SPTuris) e o Observatório de Turismo e Eventos, 89% do comércio no setor da economia criativa na cidade de São Paulo, como moda, artesanato, arte, design e gastronomia, é composto por feiras fixas ou itinerantes. Além disso, 61% desses locais registram um ticket médio entre R$ 51 e R$ 250 e 56,5% das atividades são realizadas em espaços culturais.

Poucos meses após o início da pandemia, em junho de 2020, a FGV publicou o “Relatório Sobre os Impactos Econômicos da Covid-19: Economia Criativa” que, naquela época já apontava que 88,6% do setor registrava queda no faturamento devido ao isolamento social e 66,4% dos empresários do setor se enquadravam em atividades que seriam totalmente interrompidas.

Artesãos participam da Feira

Tanto para o público quanto aos expositores, o uso de máscara e a testagem serão obrigatórios. Foto: FIC / Divulgação.Tanto para o público quanto aos expositores, o uso de máscara e a testagem serão obrigatórios. Foto: FIC / Divulgação.Para dar visibilidade aos artesãos, mestres e grupos produtivos, a SUTACO (Subsecretaria de Trabalho Artesanal nas Comunidades), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, e o Revelando SP, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, se juntam em uma parceria para participar da Feira das Feiras Criativas-SP, para preservar e difundir o conhecimento e o potencial econômico dessas mãos que esculpem, tecem e formam o Estado, perpetuando tradições e revelando histórias.

Representantes da Coordenadoria de Desenvolvimento Econômico, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, participam da feira com informações sobre o programa Mãos e Mentes Paulistanas. O programa municipal tem como objetivo melhorar a atividade econômica e social de empreendedores artesanais e manualistas paulistanos por meio de diversas atividades como feiras e qualificações que fortalecem a rede de atuação deste grupo, promovendo o acesso ao mercado e o desenvolvimento econômico local.

Serviço



Feira das Feiras Criativas – SP.
Data: 21 e 22 de agosto de 2021 (sábado e domingo).
Horário: Das 11h às 19h.
Local: Memorial da América Latina.
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda.
Entrada: R$ 10. 

Ingressos com antecedência e hora marcada pela plataforma Sympla:

• Primeiro dia.

• Segundo dia.

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Com informações da SECOM / PMSP.

Os patinetes elétricos compartilhados viraram febre em 2019, com milhares de viagens diárias. Nos horários de pico, era até difícil encontrar um deles disponível nas regiões das avenidas Faria Lima e Paulista, centros financeiros da cidade de São Paulo. Após as 18 horas, quando as pessoas saíam de seus escritórios e rumavam para as estações de metrô e terminais de ônibus, era um vaivém incessante de patinetes elétricos nas ciclovias. 

Porém, com a chegada da pandemia em março de 2020 e as consequentes restrições de circulação, os pequenos veículos, símbolos da micromobilidade elétrica, desapareceram das ruas das grandes cidades brasileiras. Mas, segundo Rodrigo Neaime, CEO da FlipOn, os patinetes compartilhados devem voltar à capital paulista ainda neste ano.

A empresa, sediada em São Carlos, absorveu cerca de 12 mil patinetes e 9 mil bicicletas elétricos da Yellow e Grin. e os recuperou para deixá-los prontos para voltar às ruas e avenidas da cidade. A FlipOn desenvolveu um aplicativo próprio, em parceria com programadores da USP, e terá um novo modelo de negócio.

Mercado promissor

Com atuação em oito localidades, entre elas, Santos, Guarujá e Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, além de capitais como Campo Grande (MS) e Porto Alegre (RS), a FlipOn acredita no mercado de micromobilidade compartilhada no País. 

A empresa enxerga grande potencial nesse setor, com deslocamentos diários curtos, de cerca de 5 quilômetros de distância. “Vamos mudar a realidade da mobilidade elétrica no Brasil”, afirma o CEO da empresa.

Cerca virtual promete tornar operação viável

 FlipOn aposta em novo modelo para viabilizar o compartilhamento como negócio lucrativo. Foto: Marco Anquoski. FlipOn aposta em novo modelo para viabilizar o compartilhamento como negócio lucrativo. Foto: Marco Anquoski.

Os criadores da FlipOn apostam na retomada da economia, com a aceleração da vacinação, e na busca por um meio de transporte individual seguro para impulsionar a micromobilidade elétrica na capital paulista e em todo o Brasil. 

“O mercado de deslocamento em um raio de cerca de 5 quilômetros de distância, no Brasil, é gigante. As pessoas vão preferir se locomover com mais individualidade e ao ar livre”, acredita Mauricio Petinelli, diretor comercial da FlipOn. A micromobilidade e o compartilhamento são os focos principais da empresa, na esteira do crescimento das áreas de ciclovias e faixas para mobilidade elétrica nas principais cidades brasileiras.

Para ser bem-sucedida, entretanto, a FlipOn aposta em um novo modelo de negócio, diferente do sistema dockless, antes adotado pelos patinetes verdes da Grin e pelas bikes amarelas da Yellow. A começar pela cor. Os patinetes terão a tonalidade roxa, predominante da FlipOn.

"Não iremos operar diretamente o aluguel dos patinetes. Vamos fornecer o produto e o software para os parceiros locais operarem”, revela Rodrigo Neaime, CEO da FlipOn.

O modelo de negócio proposto consiste no licenciamento, em que os parceiros locam os veículos elétricos ou podem optar pela compra dos produtos. A FlipOn entrega os patinetes e bicicletas com tecnologia de compartilhamento e aplicativo com sistema de gestão, prontos para uso. O empresário configura o sistema conforme a região definida e ativa a “cerca viva”, limitando a área de uso, com rastreamento dos patinetes e ativação via aplicativo.

O sistema de gerenciamento informa ao licenciado os detalhes da locação, como localização do veículo, nível de bateria e reporte de problemas. Já os usuários dos patinetes devem baixar o aplicativo e seguir as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), relacionadas ao uso em ruas, calçadas e ciclovias, velocidade permitida e equipamentos de segurança – o locatário, por meio do app, deve concordar com as regras de segurança, termos de seguro e utilização do patinete.

Analistas acreditam que, nos próximos meses, a demanda por micro-mobilidade elétrica deve crescer. Foto: Getty Images getty imagesAnalistas acreditam que, nos próximos meses, a demanda por micro-mobilidade elétrica deve crescer. Foto: Getty Images getty images

Com isso, de acordo com Rodrigo Neaime, o objetivo da FlipOn foi corrigir o que não estava dando certo na antiga operação de patinetes compartilhados na cidade de São Paulo. “Antigamente, os patinetes eram alvos de depredação e roubo, além de ficarem espalhados por uma área muito grande, o que encarecia demais a operação. Com a nossa tecnologia, os usuários só podem devolver ou alugar os patinetes em áreas predeterminadas, às quais chamamos de cercas vivas”, explica o CEO da empresa.

Ainda segundo Neaime, a experiência em cidades menores e médias tem demonstrado que o sistema funciona. “Conseguimos reduzir a praticamente zero o roubo dos patinetes. E, como estão sempre nessas cercas virtuais, o custo para manutenção e recarga dos veículos é bem menor para o operador local”, garante o executivo.

Parceiros locais

Outra novidade sobre o retorno dos patinetes à capital paulista é que devem haver operadores em diferentes localidades. Uma empresa pode gerenciar o compartilhamento na região da Avenida Paulista e outra na região da Faria Lima, por exemplo. “Isso exige menor investimento e permite maior controle da operação”, acredita o CEO da FlipOn. 

Exatamente por isso, a empresa tem deversos modelos de licenciamento, de acordo com a frota de patinetes e bicicletas, além de diferentes valores de licenciamento. As licenças vão da pequena, para uma frota de 58 patinetes e bicicletas, com investimento inicial de quase R$ 40mil, à grande, com 535 veículos elétricos e aporte de cerca de R$ 390 mil.

Já os valores cobrados dos usuários não devem mudar dos que eram praticados. A proposta da FlipOn é que o destravamento custe R$ 3,20, mais R$ 0,50 por minuto de uso. O aplicativo está disponível para smartphones Android e iOS.

Carros elétricos

MUUV Electric Motors é uma empresa brasileira de distribuição e desenvolvimento de veículos elétricos importados. Imagem: Divulgação.MUUV Electric Motors é uma empresa brasileira de distribuição e desenvolvimento de veículos elétricos importados. Imagem: Divulgação.Com a ambição de revolucionar a mobilidade elétrica compartilhada no Brasil, a FlipOn pretende também introduzir o compartilhamento de outros modais elétricos, como já acontece na Riviera de São Lourenço. No balneário paulista, a empresa oferece scooters e carros elétricos.Montado em Manaus (AM), na fábrica da Muuv, empresa irmã da FlipOn que também produz motos e patinetes elétricos mais sofisticados, o carro elétrico M1 tem motor de 4,5 kW, capaz de levá-lo a 50 km/h de velocidade máxima e rodar até 100 quilômetros com uma carga de bateria.

De acordo com o CEO da FlipOn, quando a distância ultrapassa 15 quilômetros, os usuários procuram outros modais além do patinete e da bicicleta elétricos. “Nesses casos, o ideal são as motos ou até carros elétricos. Temos plano de expandir o compartilhamento desse tipo de veículos para outros locais”, finaliza.

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Por Arthur Caldeira no Estadão Mobilidade.

Unidade foi desenvolvida pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, que neste ano foi homenageada com o Leão de Ouro da 17ª Bienal de Venez. Foto: Carlos Alberto Cerqueira Lemos.Unidade foi desenvolvida pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, que neste ano foi homenageada com o Leão de Ouro da 17ª Bienal de Venez. Foto: Carlos Alberto Cerqueira Lemos.

O prédio do Sesc Pompeia, na capital paulista, foi classificado pelo jornal americano "The New York Times" como uma das 25 construções de arquitetura mais significativas do mundo erguidas após a Segunda Guerra Mundial. A classificação foi publicada na última segunda (2), no site do jornal.

Esta unidade do Sesc foi desenvolvida pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, que neste ano foi homenageada com o Leão de Ouro da 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza.

Desenvolvido entre as décadas de 1970 e 1980, o projeto arquitetônico do Sesc Pompeia, um dos mais icônicos de São Paulo, é a revitalização de uma fábrica de tambores abandonada.

Foto durante processo de restauração do Sesc Pompeia. Imagem: reprodução.Foto durante processo de restauração do Sesc Pompeia. Imagem: reprodução.

Bo Bardi transformou a edificação industrial num local adequado para abrigar o novo centro cultual, que hoje inclui quadras poliesportivas e outras instalações do Sesc. A arquiteta apelidou o prédio como Cidadela da Liberdade, em razão da atmosfera tranquila da região naquela época.

Em 2015, os escritores Baba Vacaro, Daniel Almeida e Rogério Trentini publicaram o livro infantil "Cidadela da Liberdade", que narra tanto a história da ítalo-brasileira quanto a da construção do Sesc Pompeia.

Imagem: Divulgação.Imagem: Divulgação.

A lista na qual o Sesc Pompeia aparece como uma das 25 obras arquitetônicas mais significativas do pós-Guerra foi elaborada por três arquitetos, três jornalistas e dois designers. O prédio paulistano aparece em 18º lugar na lista, que incluiu obras de arquitetos como Ludwig Mies van der Rohe, Le Corbusier e Renzo Piano.

Veja a seguir a lista completa publicada pelo The New York Times.

1. Casa Luis Barragán, na Cidade do México (1948)
2. Casa Farnsworth, de Ludwig Mies van der Rohe, em Plano, (Estados Unidos, 1951)
3. New Gourna Village, de Hassan Fathy, em Luxor (Egito, 1952)
4. Câmara Municipal de Säynätsalo, de Alvar Aalto, em Jyvaskyla (Finlândia, 1952)
5. Edifício Seagram, de Ludwig Mies van der Rohe, em Nova York (1958)
6. Prefeitura de Kagawa, de Kenzo Tange, em Takamatsu (Japão, 1958)
7. Renovação da Fundação Querini Stampalia, de Carlo Scarpa, em Veneza (1959)
8. Convento Sainte-Marie de La Tourette, de Le Corbusier, em Éveux (França, 1960)
9. Escola de Artesanato Haystack Mountain, de Edward Larrabee Barnes, em Deer Isle (Estados Unidos, 1961)
10. Salk Institute de Pesquisas Biológicas, de Louis Kahn, em La Jolla, (Estados Unidos, 1965)
11. Biosfera de Montreal, de Buckminster Fuller (1967)
12. Edifício da Johnson Publishing Company, de John W. Moutoussamy, em Chicago (1971)
13. Ópera de Sydney, de Jorn Utzon (1973)

Há poucos prédios tão famosos no mundo como a Ópera de Sydney. Foto:  Jozef Vissel.Há poucos prédios tão famosos no mundo como a Ópera de Sydney. Foto: Jozef Vissel.14. Estação de Esqui de Les Arcs, de Charlotte Perriand, em Savoie (França, 1974)
15. Casa Van Wassenhove, de Juliaan Lampens, em Sint-Martens-Latem (Bélgica, 1974)
16. Centre Pompidou, de Renzo Piano e Richard Rogers, em Paris (1977)
17. Indian Institute of Management, de Balkrishna Doshi, em Bangalore (Índia, 1983)
18. Sesc Pompeia, de Lina Bo Bardi, em São Paulo (1986)
19. Termas de Vals, de Peter Zumthor, em Vals (Suíça, 1996)
20. Escola Primária Gando, de Francis Kéré, em Gando (Burkina Faso, 2001)
21. Campus Central da Academia de Arte da China, de Wang Shu e Lu Wenyu, em Hangzhou, China (2007)
22. Mesquita de Bait Ur Rouf, de Marina Tabassum, em Daca (2012)
23. Série 'Color(ed) Theory', de Amanda Williams, em Chicago (2014-2016)
24. Grand Parc (transformação de 530 unidades habitacionais em Bordeaux), de Lacaton & Vassal, Frédéric Druot e Christophe Hutin (França, 2017)
25. Estação Espacial Internacional, vários designers, órbita da Terra (1998-2011, ainda em andamento).

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A matéria no New York Times (Inglês).

Em São Paulo, há lugares e curiosidades que nem os próprios paulistanos conhecem direito.  Foto: Guilherme Stecanella /  Unsplash.Em São Paulo, há lugares e curiosidades que nem os próprios paulistanos conhecem direito. Foto: Guilherme Stecanella / Unsplash.

A maior parte das características que definem São Paulo como polo econômico e cultural do Brasil, já são bastante conhecidas por todos. A cidade está entre as mais populosas do mundo e ganhou a fama de “capital da América Latina”. Com quase meio século de história, sobram curiosidades inusitadas sobre a terra da garoa, algumas delas seguem fora do conhecimento de quem vive aqui, outras são tão absurdas que poderiam inspirar obras cinematográficas.

Plantação de café

Que São Paulo é um dos maiores produtores de cafés especiais do país, não é novidade. Porém o que muita gente não sabe é que existe uma plantação de café no coração da cidade, bem perto da Avenida Paulista! São mais de 1500 pés de café cultivados pelo Instituto Biológico, localizado em Vila Mariana. O lugar foi inaugurado em 1927 na época dos “barões do café”, que por seu poder político e econômico obtiveram assistência técnica para controle de pragas.

Cratera criada por meteorito

Indicada pela linha pontilhada, cratera tem 3,6 quilômetros de diâmetro e cerca de 300 metros de profundidade. Foto:Evanildo da Silveira.Indicada pela linha pontilhada, cratera tem 3,6 quilômetros de diâmetro e cerca de 300 metros de profundidade. Foto:Evanildo da Silveira.

Isso poderia render uma boa série da netflix! Imagine um povoado erguido dentro de uma cratera causada pela colisão de um meteorito. Relato digno de ficção científica, porém totalmente real. Se trata do distrito de Parelheiros, no extremo sul da capital, onde há 40 milhões de anos um meteoro caiu formando uma cratera onde hoje vivem 25 mil pessoas.

Rinoceronte vereador 

Rinoceronte Cacareco (que era fêmea): eleito para vereador em São Paulo, outubro de 1959. Foto: Acervo Estadão.Rinoceronte Cacareco (que era fêmea): eleito para vereador em São Paulo, outubro de 1959. Foto: Acervo Estadão.

Parece mentira mas de fato, um rinoceronte foi eleito vereador de São Paulo em 1959. Cacareco, animal do zoológico da cidade, foi eleito com mais de 100 mil votos como forma de protesto da população, que naquela eleição estava bastante decepcionada com a lista de candidatos a vereador. A façanha só foi possível graças a falta de tecnologia, já que naquele momento o voto ainda era papel e caneta.

Mais rato que gente

Apesar de bastante desagradável a informação é confirmada por pesquisa realizada pelo centro de zoonoses de São Paulo. Estima-se que a cidade possui 15 vezes mais ratos que pessoas, o que seria algo em torno de 160 milhões de ratos. Algo que parece comum em grandes metrópoles, como Nova York, onde há 7 ratos para cada pessoa.

Arena de Touradas

A Praça da República se chamava Largo dos Curros: a primeira tourada em São Paulo aconteceu quase dois séculos atrás, em 1832. Imagem: São Palo Antiga.A Praça da República se chamava Largo dos Curros: a primeira tourada em São Paulo aconteceu quase dois séculos atrás, em 1832. Imagem: São Palo Antiga.

Um dos pontos mais conhecidos da cidade já foi palco de um espetáculo que gera opiniões controversas. No mesmo espaço onde hoje existe a conhecida Praça da República, funcionava uma arena de touradas. Os eventos atraíam centenas de paulistanos e movimentam um mercado de apostas bastante lucrativo, numa época onde ainda não existiam sites como o Betano - além de outros da modalidade. E para quem não sabe, hoje em dia é possível apostar no futebol brasileiro de qualquer lugar e seguir equipes como Fluminense, Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians, etc.

Aldeias indígenas da capital

São Paulo é realmente incrível e apesar do aspecto ultramoderno o município ainda possui 3 aldeias indígenas. Uma das tribos fica na zona oeste, ali no Pico do Jaraguá. Os nativos que vivem aí são Guaranis. As outras duas tribos são Tenondé-Porã e Krukutu, e dividem uma reserva em Parelheiros, (lá mesmo, onde caiu o meteoro milhões de anos atrás). A informação é realmente surpreendente e até consegue desmistificar um pouco o estereótipo de “Selva de Pedra” que nossa querida capital - e tantos outras megalópoles - possui.

Segredos guardados na Sé

Túmulo do regente Feijó (à dir.) e câmaras mortuárias de cardeais. Foto: Marcia Minillo.Túmulo do regente Feijó (à dir.) e câmaras mortuárias de cardeais. Foto: Marcia Minillo.Muito conhecida e visitada por paulistanos, devotos e turistas de todas as partes do Brasil e do mundo, a Catedral da Sé é, segundo os guias locais, um dos cinco monumentos neogóticos mais estudados no mundo inteiro. O que muitos não sabem é que, sob seu altar mor, escondida 7 metros abaixo do nível da rua, no traçado geográfico onde passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio e perto do marco zero da cidade, encontra-se a cripta, uma capela subterrânea em perfeito estado de conservação.Com duas entradas quase escondidas à direita e à esquerda do altar principal, apenas uma pequena parcela dos que visitam a catedral se aventura em conhecer o local, cercado de lendas e mistérios que a Igreja Católica e os guias da visita não confirmam.

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Da redação.

Entre os dias 6 e 9 de Setembro, todos os caminhos cicláveis vão dar a Lisboa. Imagem: Divulgação.Entre os dias 6 e 9 de Setembro, todos os caminhos cicláveis vão dar a Lisboa. Imagem: Divulgação.

Todos os que se interessam por mobilidade em bicicleta e desenvolvimento urbano sustentável são chamados a participar na próxima edição da Velo-city, que este ano se realiza em Lisboa, na FIL - Feira Internacional de Lisboa, entre os dias 6 e 9 de Setembro. Com mais de 250 oradores oriundos de mais de 60 países, este é considerado o maior evento internacional dedicado à temática, constituindo uma importante plataforma global de troca de conhecimentos nesta área.

Segundo Caroline Cerfontaine, diretora da Velo-city 2021, esta “é uma conferência anual única com o objetivo de influenciar os decisores no sentido de uma mobilidade mais sustentável, ativa e ciclável, e estabelecer ligações entre as várias partes interessadas com vista a reunir apoio em torno da bicicleta como forma de mobilidade saudável, verde e eficiente”.

Se, nos últimos anos, a bicicleta se revelava como uma opção para muitas pessoas em todo o mundo, com a pandemia esta escolha acabou por se tornar ainda mais natural e óbvia como realça a responsável: “A pandemia mostrou um interesse renovado em relação ao ciclismo por parte de um grupo muito grande e diversificado de cidadãos de todo o mundo, tendo em conta que, durante o confinamento, o tráfego de automóvel diminuiu drasticamente, abrindo espaço para opções de mobilidade ativa.”

A Velo-city é considerada como a principal conferência anual mundial de mobilidade em bicicleta. Foto: Divulgação.A Velo-city é considerada como a principal conferência anual mundial de mobilidade em bicicleta. Foto: Divulgação.

O mesmo é observado por Miguel Gaspar, vereador da Comissão de Mobilidade na Câmara Municipal de Lisboa (CML), segundo o qual “Lisboa recebe a Velo-city num momento importante para a bicicleta”. Isto porque “a pandemia que vivemos alterou os padrões de mobilidade e potencializou o uso de bicicleta em muitas cidades”, aponta, constatando que “a procura mundial disparou e fez com que muitas cidades acelerassem a construção de melhores condições para a utilização deste modal”. “Lisboa foi uma dessas cidades e é por isso uma oportunidade única organizar esta conferência e ter em Lisboa os melhores especialistas mundiais neste momento”, sublinha.

O impacto da Covid-19 na mobilidade em bicicleta será precisamente um dos muitos temas abordados no evento, já que, como destaca Caroline Cerfontaine, “a Velo-city 2021 oferecerá a plataforma de intercâmbio internacional perfeita entre autoridades, defensores, académicos, representantes da indústria e especialistas em mobilidade para tornar as mudanças nas cidades permanentes e encontrar soluções em conjunto para tornar o ciclismo acessível e seguro para todos”.

Festejar a diversidade

A pandemia mostrou um interesse renovado em relação ao ciclismo por parte de um grupo muito grande e diversificado de cidadãos de todo o mundo. Foto: Divulgação.A pandemia mostrou um interesse renovado em relação ao ciclismo por parte de um grupo muito grande e diversificado de cidadãos de todo o mundo. Foto: Divulgação.“Cycle diversity” é o tema da edição da Velo-city 2021 e, nas palavras de Caroline Cerfontaine, isso se justifica porque “esta diversidade revela-se a si própria através de uma variedade de circunstâncias, com ciclistas de todas as idades, origens e gêneros e com todos os tipos de bicicletas, usadas para diferentes fins”. “A bicicleta deve ser acessível a todos”, afirma, admitindo que “vivemos tempos desafiadores que exigem uma ação política ambiciosa, onde a equidade, a justiça intergeracional e a preocupação com o clima devem estar sempre presentes”. Como tal, entende que “devemos tirar partido da diversidade associada à bicicleta para enfrentar as desigualdades das nossas cidades e mitigar os seus efeitos, aumentando o acesso à utilização da bicicleta por todos”. Quanto à adequação do tema à capital portuguesa, Miguel Gaspar não poderia concordar mais. “Não só porque o uso da bicicleta e as soluções para promover a sua utilização são diversas, como a diversidade e a multiculturalidade definem o que é Lisboa”, sublinha o vereador.

Um evento (mesmo) único

Painel final do evento terá um debate entre o vereador Miguel Gaspar e Caroline Cerfontaine, diretora da Velo-city 2021. Imagem: reprodução.Painel final do evento terá um debate entre o vereador Miguel Gaspar e Caroline Cerfontaine, diretora da Velo-city 2021. Imagem: reprodução.

A primeira edição da Velo-city aconteceu em 1980 e, desde então, tem desempenhado um importante papel na promoção da bicicleta como um meio de transporte sustentável e saudável para todos. Uma das muitas medidas que podem ser usadas para medir o sucesso deste evento prende-se com o número de participantes. “Tanto a presença como a diversidade de delegados têm aumentado constantemente ao longo dos anos, o que constitui um claro indicador de que a Velo-city é a principal conferência global de ciclismo, já que não há outra igual”, resume Caroline Cerfontaine, frisando que “as pessoas vêm à Velo-city porque é única. Por exemplo, as conferências não atraem apenas um tipo de profissionais, mas uma mistura de pessoas, profissões, capacidades e experiências, o que é uma componente muito valiosa do sucesso do evento”, aponta.

Da mesma maneira, “a Velo-city também apresenta uma emocionante combinação de sessões em que o foco está no diálogo, participação e troca de conhecimento”, enumera a diretora do evento, acrescentando que “o desfile de bicicletas é um elemento inovador que também atrai e envolve ativamente os residentes da cidade anfitriã e chama ainda mais a atenção para a causa do ciclismo”. Quanto à cidade que acolhe a iniciativa, também para ela as vantagens são evidentes: “A Velo-city impulsiona a economia local através do negócio que gera e do turismo que atrai, ao mesmo tempo que destaca as aspirações da cidade e o seu progresso na transição para uma mobilidade urbana mais sustentável.” Além disso, “a cidade tem um papel na criação de seu próprio legado após a conferência, porque a Velo-city contribui sempre para a aceleração dos planos da cidade em relação à bicicleta”, resume Caroline Cerfontaine.

Repensar cidades, incluir as bicicletas

Depois de Dublin, Irlanda, este ano é a vez de Lisboa ser a cidade anfitriã da Velo-city. Foto: Divulgação.Depois de Dublin, Irlanda, este ano é a vez de Lisboa ser a cidade anfitriã da Velo-city. Foto: Divulgação.

Com um programa composto por mais de 50 painéis, são muitos os temas em destaque ao longo dos quatro dias do evento, todos considerados cruciais para um futuro sustentável. Ainda assim, a responsável pela iniciativa não hesita em destacar os tópicos relacionados com repensar as cidades para serem mais ativas e inclusivas, a igualdade de género na mobilidade em bicicleta e o ciclismo como a chave para uma recuperação económica verde. “Estes tópicos são essenciais para conduzir o desenvolvimento urbano no caminho certo para alcançarmos os nossos objetivos climáticos”, justifica.

Miguel Gaspar chama a atenção para o tema “Reestruturação das cidades e política”, sublinhando que “o combate às alterações climáticas não se vence sem a contribuição das cidades”. “Até 2050, a Organização das Nações Unidas estima que mais de 60% da população mundial viva em centros urbanos. Este aumento de população coloca muita pressão sobre os sistemas, em particular na mobilidade”.

Assim, “as cidades podem e devem liderar esta luta, começando por alterar o paradigma da mobilidade e promover a descarbonização do setor dos transportes”, sintetiza, alertando para o impacto positivo que isso acaba por ter na qualidade de vida dos cidadãos que vivem nas cidades. “O transporte público será sempre a espinha dorsal de uma mobilidade urbana mais sustentável, mas é importante criar alternativas que o complementem, e aí a bicicleta tem e terá um papel cada vez mais importante”, defende, resumindo a importância de eventos como o Velo-city 2021.

O Velo-city Lisboa 2021 acontece no FIL, Parque das Nações de Lisboa. Foto: Divulgação.O Velo-city Lisboa 2021 acontece no FIL, Parque das Nações de Lisboa. Foto: Divulgação.
Serviço

Velo-city 2021
Onde? Realiza-se na FIL - Feira Internacional de Lisboa.
Quando? Entre os dias 6 e 9 de Setembro.
O que é? A maior conferência mundial sobre mobilidade em bicicleta.
Quem pode participar? Toda a gente com interesse no tema pode participar.
Ingressos? Há ingressos individuais e para grupos, para um dia ou para todos os dias do evento, para participação presencial ou online e com desconto para estudantes.
Mais informações para compra de ingressos aqui.
O programa do evento está disponível aqui.

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Fonte: Público.