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"Caravaggio" - Foto de Leandro Selister, premiado na 6ª edição do Mobile Photo Festival."Caravaggio" - Foto de Leandro Selister, premiado na 6ª edição do Mobile Photo Festival.

A mObgraphia Cultura Visual abriu no  último dia 27, as inscrições para o Prêmio Mobile Photo Festival 2020, o Maior Festival Latinoamericano de Fotografia com Celular (Mobgrafia). A Exposição Fotográfica resultado da 7ª edição do Mobile Photo Festival 2020 ficará no Museu da Imagem e do Som de São Paulo entre 15 de maio e 5 de julho de 2020.

Hoje há, no mundo, 7,9 bilhões de linhas mobile ativas para 7,5 bilhões de seres humanos. A quantidade de informação disponível nesses aparelhos pode gerar inúmeras situações. A cultura de registrar momentos, paisagens ou pessoas utilizando seus próprios smartphones é presente no planeta. Esse estilo de captura de imagens feita em smartphones é o que se chama de mobgrafia.

 

O projeto foi criado para ser um espaço de visibilidade para as mulheres que contribuem para a ciência brasileira. Foto: Getty Images.O projeto foi criado para ser um espaço de visibilidade para as mulheres que contribuem para a ciência brasileira. Foto: Getty Images.

O projeto Open Box da Ciência mergulhou em bases de dados oficiais para identificar as mulheres cientistas com contribuições importantes para a pesquisa em cinco áreas do conhecimento. O levantamento sobre mulheres na ciência foi lançado nesta quarta-feira (12), em São Paulo. No mesmo evento também ocorreu o lançamento da Agência Bori, plataforma que vai fornecer a jornalistas dados sobre estudos inéditos de pesquisadores brasileiros.

A Plotagem sendo montada no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Foto: MAC USP / Divulgação.A Plotagem sendo montada no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Foto: MAC USP / Divulgação.

Em 1956, em um manifesto, Augusto de Campos afirmou “poesia concreta: tensão de palavra-coisas no espaço-tempo” (1). O artista-poeta abordava a junção do caráter subjetivo da linguagem com a fisicalidade da representação desta e a união simultânea das dimensões espaciais e temporais em poemas visuais concretos. Em Você está aqui (1997), Tadeu Jungle levou essa definição às últimas consequências, incorporando ainda outras influências, como o readymade de Marcel Duchamp e um de seus desdobramentos dos anos 1960, a pop art. Cineasta, fotógrafo, poeta e artista visual, Jungle tem a multidisciplinaridade O multiartista.O multiartista.intersemiótica e inquietude criativa como características centrais de sua produção e personalidade.

O multiartista é herdeiro direto do trio Noigandres, de Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari; e de artistas pluraisTrio Noigandres.Trio Noigandres. dos anos 1980 da cena paulistana, como Zé Celso Martinez Corrêa, Ivald Granato e José Roberto Aguilar, com os quais manteve intenso diálogo. Desde o começo de sua trajetória, vem explorando diferentes linguagens para se expressar, e realizou vídeos, em que além de dirigir, muitas vezes atuou; poemas visuais em distintos suportes, como pichações, adesivos e objetos poéticos, além de serigrafias, fotografias, pinturas e instalações cujas palavras e imagens se encontram com frequência. A afirmação embutida em Você está aqui torna o leitor um cúmplice invariavelmente consciente do significado da frase. No ato da fruição ativa-se uma auto-percepção do aqui e do agora, um dos preceitos do budismo, que fez com que o autor denominasse-o de “poema zen”.

O sentimento é amplificado pela potência visual das instalações realizadas por Jungle com o poema, desde o final dos anos 1990. O trabalho, no entanto, apareceu para o artista ainda em 1981, quando em uma “viagem mochileira” pela Europa, ao tentar se localizar em um mapa de uma estação de trem, percebeu a falta da clássica inscrição do “você está aqui”. O adesivo da frase havia descolado e estava caído na moldura de vidro do mapa, tornando impossível a identificação do local onde ele realmente se encontrava naquele momento. A ideia ficou guardada em anotações de cadernos, e em 1997, em um ato duchampiano, o artista se apropriou do seu “achado perdido” e o deslocou como obra de arte em uma exposição na galeria Valu Oria, em São Paulo.