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A aeração do solo é uma das condições básicas para o desenvolvimento da planta. Para um belo gramado, ele deve ser devidamente cuidado, fertilizado e regado. A aeração pode ajudar nisso, permitindo que o ar e a água penetrem na grama e você se livrará desse elemento e poderá tornar seu gramado saudável.

A aeração do solo é frequentemente negligenciada ou subestimada, diz o Sistema de Observação da Terra (EOS - Earth Observing System). Influencia as altas colheitas e a vegetação saudável. A aeração fornece oxigênio para a zona das raízes e permite a circulação adequada do ar no subsolo.

O que é aeração de solo?

A aeração do solo é a troca rápida de oxigênio e dióxido de carbono entre o solo e a atmosfera para evitar a deficiência de oxigênio ou a toxicidade do dióxido de carbono no ar do solo. O solo com uma taxa alta de aeração contém oxigênio suficiente para respirar das raízes e micróbios aeróbicos.

A aeração do solo diminui durante o cultivo ou o alagamento da água. Para um solo bem arejado, a quantidade de oxigênio que entra no solo é muito importante.

 Por que o solo precisa ser arejado?

Os solos bem agregados contêm macroporos suficientes para manter o solo arejado para o crescimento e funcionamento adequado das raízes e microorganismos. Após uma forte chuva, os micrósporos são preenchidos com água, mas o solo ainda pode conter alguma quantidade de ar dissolvido na água. Assim, os microrganismos podem crescer apenas por um curto período de tempo, após o qual o solo deve ser drenado para que os micrósporos sejam novamente enchidos com ar.

Efeito da aeração do solo. Imagem: EOS.Efeito da aeração do solo. Imagem: EOS.

Portanto, o conteúdo de oxigênio do solo superior é maior do que o do subsolo. Como o solo superior contém muito mais espaço de micrósporos do que o subsolo, a oportunidade de troca gasosa é maior no solo superior do que no subsolo.

Quando a matéria orgânica é adicionada ao solo, ela é prontamente decomposta pelos microorganismos do solo para liberar o conteúdo de dióxido de carbono do ar do solo.

Os micrósporos são preenchidos com água imediatamente após chuvas fortes quando o nível de oxigênio cai para perto de zero. Quando o solo é drenado artificialmente novamente, os micrósporos são enchidos com ar e o conteúdo de oxigênio do solo aumenta.

Métodos de aeração do solo

A aeração do solo é uma das condições básicas para o desenvolvimento da planta. Foto: Getty Images.A aeração do solo é uma das condições básicas para o desenvolvimento da planta. Foto: Getty Images.

O objetivo da aeração do solo é fornecer oxigênio ao solo superior para torná-lo mais adequado e apropriado para as raízes e microorganismos das plantas no solo. A aeração é realizada por vários métodos, cada um depende do tamanho do terreno e das especificidades do terreno. Os métodos mais comuns são aeração de picos, aeração de núcleo e aeração líquida.

Aeração de pico

Este método de aeração resulta na menor perturbação do solo ao criar buracos para que o ar penetre. Este método cobre uma área relativamente pequena devido ao escopo limitado das ferramentas utilizadas, que incluem sapatas de aeração do solo, dentes, rolos e acessórios de cortador de relva. Todos eles contêm espigões para perfurar o solo. As três primeiras opções envolvem operações a pé ou manuais. Por um lado, eles são os menos complicados. Por outro lado, elas exigem uma força física considerável. Os acessórios da cortadora requerem menos esforço físico, pois são adaptados ao funcionamento da máquina.

Aeração de cordas

O método é especialmente adequado para solos argilosos compactados. A camada superior do solo tem um núcleo de argila, raízes e palha, e este método puxa partes do solo, deixando-as na superfície. A aeração do núcleo torna o campo um pouco lamacento, mas aumenta a troca de gases, oxigena a zona radicular, aumenta a infiltração de água, melhora a estrutura do solo e incorpora matéria orgânica.

O equipamento de remoção do núcleo inclui aeradores manuais e acessórios de cortador de relva.

Aeração líquida

O uso de líquidos neste método promove a aeração de uma forma diferente. Os aeradores líquidos consistem em um agente molhante e nutrientes para a biota que vive no solo. Os agentes umectantes melhoram a infiltração e a água atinge níveis mais profundos no perfil do solo. Isto também permite que os microorganismos cavem mais fundo e melhoram a aeração do solo. Isto permite que a água se infiltre ainda mais baixo, o que promove o desenvolvimento radicular.

Pensata final

Os solos bem agregados contêm macroporos suficientes para manter o solo arejado para o crescimento e funcionamento adequado das raízes e microorganismos. Foto: Pixabay.Os solos bem agregados contêm macroporos suficientes para manter o solo arejado para o crescimento e funcionamento adequado das raízes e microorganismos. Foto: Pixabay.

Os fatores e os métodos acima revelam perspectivas diferentes sobre a importância da aeração do solo. A aeração afeta o comprimento das raízes no solo, a decomposição dos fertilizantes e a absorção de nutrientes. Todos estes processos são desacelerados em solos pouco aerados.

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Da Redação.

O prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi, e o novo edifício carregará o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi. Imagem: MASP / Divulgação.O prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi, e o novo edifício carregará o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi. Imagem: MASP / Divulgação.

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia neste mês o lançamento do projeto MASP em expansão. O novo projeto almeja equiparar a estrutura física do museu à sua ambição institucional, transformando-o para as próximas gerações.

Trata-se do feito mais significativo na história do museu após a sua transferência da rua 7 de Abril, na sede dos Diários Associados, para a Avenida Paulista, em 1968. Naquela época, a mudança ocorreu para o que o museu tivesse uma sede à altura de sua coleção. O prédio projetado por Lina Bo Bardi (1914-1992), reconhecida pelo conjunto de sua obra com o Leão de Ouro Especial na Bienal de Veneza de 2021, transformou-se em cartão-postal da cidade e em símbolo da arquitetura moderna mundial do século 20.

Foi com a presença da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip que o novo prédio do MASP foi inaugurado, em 7 de novembro de 1968. Foto: Sivio Correia / Folhapress. Foi com a presença da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip que o novo prédio do MASP foi inaugurado, em 7 de novembro de 1968. Foto: Sivio Correia / Folhapress.

Como forma de preservar e valorizar a história da instituição com o reconhecimento de seus fundadores, o prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi, e o novo edifício carregará o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi (1900-1999). Estes nomes, combinados com o da própria instituição, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, que faz referência ao seu fundador (1892-1968), irão completar a homenagem ao trio fundador do MASP.

Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi,década de 1950. Foto: Arquivo da Biblioteca e Centro de Documentação do MASP.Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi,década de 1950. Foto: Arquivo da Biblioteca e Centro de Documentação do MASP.“O MASP passa, assim, pelo maior processo de expansão física da sua história, feito com recursos próprios. Vamos aumentar em 66% a capacidade expositiva do museu, integrando os dois prédios e esse é um investimento muito relevante para a cultura de São Paulo. Acredito que essa expansão consolida o museu e a própria Avenida Paulista como um eixo cultural, quem sabe o mais importante eixo cultural do Brasil, do qual o MASP, sem dúvida, é a âncora”, diz Alfredo Setubal, presidente do Conselho do MASP.

A entrega

Terraço no 1º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Terraço no 1º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Com previsão de entrega para janeiro de 2024, o prédio Pietro irá contemplar 14 andares. Estes serão ocupados por cinco galerias expositivas e duas galerias multiuso, representando um aumento de 66% de área expositiva do MASP. O edifício também abrigará restaurante, bilheteria, loja, reserva técnica, salas de aula e laboratório de restauro. Ao final da reforma, a área total do MASP será de 17.680 m² (hoje, são 10.485 m²). Além de aumentar o espaço físico, a nova construção vai ampliar aquilo que o MASP é e já representa nacional e internacionalmente. Os ganhos serão múltiplos: a ampliação de acesso ao público, uma vez que será possível acolher um número significativamente maior de visitantes; uma nova e melhor estrutura para oferecer cursos e programas públicos (oficinas, palestras, seminários, formação de professores etc.); um ambiente maior e equipado com as últimas tecnologias para o restauro e preservação de obras icônicas, que, somadas às aquisições feitas ano a ano, contam histórias da arte cada vez mais diversas, inclusivas e plurais.

Mudanças

Conexão subterrânea. Imagem: MASP / Divulgação.Conexão subterrânea. Imagem: MASP / Divulgação.

Bilheteria no 1.o subsolo. Imagem: MASP / Divulgação.Bilheteria no 1.o subsolo. Imagem: MASP / Divulgação.

Galeria no 3º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Galeria no 3º pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Por limitações físicas, pouco mais de 1% do acervo do museu é exposto atualmente. No total, o MASP possui mais de 11 mil obras entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, que abrangem a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Esse é mais um dos aspectos que será impactado positivamente com a inauguração.

“O acervo do MASP vem crescendo. Nosso plano é que o edifício Lina seja dedicado à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, sobretudo nas áreas do subsolo. Já as novas galerias deverão ser ocupadas com exposições temporárias, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração”, conta Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP. “Atualmente, a programação do museu tem um cronograma apertado e esses espaços vão proporcionar um respiro maior no calendário e uma melhor organização na narrativa das exposições.”

Laboratório de conservação do 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Laboratório de conservação do 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.O edifício Pietro permitirá ainda complementar e qualificar as instalações técnicas do museu, com a expansão de áreas como depósitos e docas, que hoje impõem limites concretos à gestão operacional. Uma parte essencial do projeto é a interligação subterrânea entre os dois edifícios, que será feita sob a rua Prof. Otavio Mendes – já autorizada pela Prefeitura de São Paulo, com publicação em decreto municipal. Outra transformação importante será a transferência da bilheteria para o prédio Pietro, liberando o vão livre e devolvendo a este espaço a sua utilização como praça pública, uso defendido por Lina Bo Bardi desde que idealizou a atual sede do MASP.

Café e restaurante no térreo. Imagem: MASP / Divulgação.Café e restaurante no térreo. Imagem: MASP / Divulgação.

Escola no 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.Escola no 8.o pavimento. Imagem: MASP / Divulgação.

O edifício Pietro terá os pavimentos junto ao chão totalmente transparentes, em diálogo com o vão livre, e os andares superiores revestidos com chapas metálicas perfuradas e corrugadas, que irão permitir uma imagem monolítica sem inviabilizar as vistas da paisagem e a entrada de luz natural através de aberturas estrategicamente posicionadas, de acordo com as necessidades dos espaços internos.

O custo do projeto é da ordem de R$ 180 milhões e será totalmente financiado por doações de pessoas físicas – seguindo a característica que o MASP possui desde sua fundação de engajar a sociedade privada nos mais diversos projetos. “Viabilizar a construção desse prédio por meio de doações é o coroamento do novo modelo administrativo do MASP, uma instituição que tem seus pilares calcados na sociedade civil”, afirma Heitor Martins.

O projeto arquitetônico é uma coautoria de Júlio Neves com o escritório METRO Arquitetos Associados, dos sócios Martin Corullon e Gustavo Cedroni.O empreendimento buscará soluções sustentáveis de modo a diminuir a pegada de carbono.

Leia também: 

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Com informações do MASP.

O evento-teste pretende promover e refinar protocolos seguros para a retomada das atividades com público. Foto: FIC / Divulgação.O evento-teste pretende promover e refinar protocolos seguros para a retomada das atividades com público. Foto: FIC / Divulgação.

No próximo final de semana, a cidade de São Paulo irá sediar o primeiro evento-teste depois da flexibilização das medidas de prevenção ao Covid-19. A Feira das Feiras - Criativas – SP acontecerá no Memorial da América Latina no sábado e domingo das 11h às 19h e servirá como parte da retomada das atividades com público, respeitando os protocolos de segurança previstos no Plano São Paulo, com apoio do Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo.

O evento-teste pretende promover e refinar protocolos seguros para a retomada das atividades com público. Mais de 100 expositores e 16 feiras paulistanas de economia criativa estarão na área externa e sob a marquise do Memorial. Esta primeira edição marca a retomada do setor cultural e de economia criativa, ambos de grande importância para a cidade e o Estado de São Paulo.

O público será limitado por horário e não haverá bilheteria presencial. Tanto para o público quanto aos expositores, o uso de máscara e a testagem serão obrigatórios. A venda dos ingressos será feita exclusivamente pela internet e com horário definido. Os participantes também serão monitorados após o evento para acompanhamento da segurança epidemiológica por meio eletrônico e retestagem de grupo amostral. Os resultados trarão insumos para decisões de políticas públicas.

Mais de 100 expositores e 16 feiras paulistanas de economia criativa estarão na área externa e sob a marquise do Memorial. Foto: FIC / Divulgação.Mais de 100 expositores e 16 feiras paulistanas de economia criativa estarão na área externa e sob a marquise do Memorial. Foto: FIC / Divulgação.

“Com quase 100% da população adulta vacinada, com pelo menos a primeira dose, chegou o momento da retomada econômica consciente aguardada por empresários e trabalhadores deste setor, que foi duramente impactado pela pandemia”,afirma a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso.

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência de Mercado da São Paulo Turismo (SPTuris) e o Observatório de Turismo e Eventos, 89% do comércio no setor da economia criativa na cidade de São Paulo, como moda, artesanato, arte, design e gastronomia, é composto por feiras fixas ou itinerantes. Além disso, 61% desses locais registram um ticket médio entre R$ 51 e R$ 250 e 56,5% das atividades são realizadas em espaços culturais.

Poucos meses após o início da pandemia, em junho de 2020, a FGV publicou o “Relatório Sobre os Impactos Econômicos da Covid-19: Economia Criativa” que, naquela época já apontava que 88,6% do setor registrava queda no faturamento devido ao isolamento social e 66,4% dos empresários do setor se enquadravam em atividades que seriam totalmente interrompidas.

Artesãos participam da Feira

Tanto para o público quanto aos expositores, o uso de máscara e a testagem serão obrigatórios. Foto: FIC / Divulgação.Tanto para o público quanto aos expositores, o uso de máscara e a testagem serão obrigatórios. Foto: FIC / Divulgação.Para dar visibilidade aos artesãos, mestres e grupos produtivos, a SUTACO (Subsecretaria de Trabalho Artesanal nas Comunidades), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, e o Revelando SP, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, se juntam em uma parceria para participar da Feira das Feiras Criativas-SP, para preservar e difundir o conhecimento e o potencial econômico dessas mãos que esculpem, tecem e formam o Estado, perpetuando tradições e revelando histórias.

Representantes da Coordenadoria de Desenvolvimento Econômico, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, participam da feira com informações sobre o programa Mãos e Mentes Paulistanas. O programa municipal tem como objetivo melhorar a atividade econômica e social de empreendedores artesanais e manualistas paulistanos por meio de diversas atividades como feiras e qualificações que fortalecem a rede de atuação deste grupo, promovendo o acesso ao mercado e o desenvolvimento econômico local.

Serviço



Feira das Feiras Criativas – SP.
Data: 21 e 22 de agosto de 2021 (sábado e domingo).
Horário: Das 11h às 19h.
Local: Memorial da América Latina.
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda.
Entrada: R$ 10. 

Ingressos com antecedência e hora marcada pela plataforma Sympla:

• Primeiro dia.

• Segundo dia.

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Com informações da SECOM / PMSP.

Os patinetes elétricos compartilhados viraram febre em 2019, com milhares de viagens diárias. Nos horários de pico, era até difícil encontrar um deles disponível nas regiões das avenidas Faria Lima e Paulista, centros financeiros da cidade de São Paulo. Após as 18 horas, quando as pessoas saíam de seus escritórios e rumavam para as estações de metrô e terminais de ônibus, era um vaivém incessante de patinetes elétricos nas ciclovias. 

Porém, com a chegada da pandemia em março de 2020 e as consequentes restrições de circulação, os pequenos veículos, símbolos da micromobilidade elétrica, desapareceram das ruas das grandes cidades brasileiras. Mas, segundo Rodrigo Neaime, CEO da FlipOn, os patinetes compartilhados devem voltar à capital paulista ainda neste ano.

A empresa, sediada em São Carlos, absorveu cerca de 12 mil patinetes e 9 mil bicicletas elétricos da Yellow e Grin. e os recuperou para deixá-los prontos para voltar às ruas e avenidas da cidade. A FlipOn desenvolveu um aplicativo próprio, em parceria com programadores da USP, e terá um novo modelo de negócio.

Mercado promissor

Com atuação em oito localidades, entre elas, Santos, Guarujá e Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, além de capitais como Campo Grande (MS) e Porto Alegre (RS), a FlipOn acredita no mercado de micromobilidade compartilhada no País. 

A empresa enxerga grande potencial nesse setor, com deslocamentos diários curtos, de cerca de 5 quilômetros de distância. “Vamos mudar a realidade da mobilidade elétrica no Brasil”, afirma o CEO da empresa.

Cerca virtual promete tornar operação viável

 FlipOn aposta em novo modelo para viabilizar o compartilhamento como negócio lucrativo. Foto: Marco Anquoski. FlipOn aposta em novo modelo para viabilizar o compartilhamento como negócio lucrativo. Foto: Marco Anquoski.

Os criadores da FlipOn apostam na retomada da economia, com a aceleração da vacinação, e na busca por um meio de transporte individual seguro para impulsionar a micromobilidade elétrica na capital paulista e em todo o Brasil. 

“O mercado de deslocamento em um raio de cerca de 5 quilômetros de distância, no Brasil, é gigante. As pessoas vão preferir se locomover com mais individualidade e ao ar livre”, acredita Mauricio Petinelli, diretor comercial da FlipOn. A micromobilidade e o compartilhamento são os focos principais da empresa, na esteira do crescimento das áreas de ciclovias e faixas para mobilidade elétrica nas principais cidades brasileiras.

Para ser bem-sucedida, entretanto, a FlipOn aposta em um novo modelo de negócio, diferente do sistema dockless, antes adotado pelos patinetes verdes da Grin e pelas bikes amarelas da Yellow. A começar pela cor. Os patinetes terão a tonalidade roxa, predominante da FlipOn.

"Não iremos operar diretamente o aluguel dos patinetes. Vamos fornecer o produto e o software para os parceiros locais operarem”, revela Rodrigo Neaime, CEO da FlipOn.

O modelo de negócio proposto consiste no licenciamento, em que os parceiros locam os veículos elétricos ou podem optar pela compra dos produtos. A FlipOn entrega os patinetes e bicicletas com tecnologia de compartilhamento e aplicativo com sistema de gestão, prontos para uso. O empresário configura o sistema conforme a região definida e ativa a “cerca viva”, limitando a área de uso, com rastreamento dos patinetes e ativação via aplicativo.

O sistema de gerenciamento informa ao licenciado os detalhes da locação, como localização do veículo, nível de bateria e reporte de problemas. Já os usuários dos patinetes devem baixar o aplicativo e seguir as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), relacionadas ao uso em ruas, calçadas e ciclovias, velocidade permitida e equipamentos de segurança – o locatário, por meio do app, deve concordar com as regras de segurança, termos de seguro e utilização do patinete.

Analistas acreditam que, nos próximos meses, a demanda por micro-mobilidade elétrica deve crescer. Foto: Getty Images getty imagesAnalistas acreditam que, nos próximos meses, a demanda por micro-mobilidade elétrica deve crescer. Foto: Getty Images getty images

Com isso, de acordo com Rodrigo Neaime, o objetivo da FlipOn foi corrigir o que não estava dando certo na antiga operação de patinetes compartilhados na cidade de São Paulo. “Antigamente, os patinetes eram alvos de depredação e roubo, além de ficarem espalhados por uma área muito grande, o que encarecia demais a operação. Com a nossa tecnologia, os usuários só podem devolver ou alugar os patinetes em áreas predeterminadas, às quais chamamos de cercas vivas”, explica o CEO da empresa.

Ainda segundo Neaime, a experiência em cidades menores e médias tem demonstrado que o sistema funciona. “Conseguimos reduzir a praticamente zero o roubo dos patinetes. E, como estão sempre nessas cercas virtuais, o custo para manutenção e recarga dos veículos é bem menor para o operador local”, garante o executivo.

Parceiros locais

Outra novidade sobre o retorno dos patinetes à capital paulista é que devem haver operadores em diferentes localidades. Uma empresa pode gerenciar o compartilhamento na região da Avenida Paulista e outra na região da Faria Lima, por exemplo. “Isso exige menor investimento e permite maior controle da operação”, acredita o CEO da FlipOn. 

Exatamente por isso, a empresa tem deversos modelos de licenciamento, de acordo com a frota de patinetes e bicicletas, além de diferentes valores de licenciamento. As licenças vão da pequena, para uma frota de 58 patinetes e bicicletas, com investimento inicial de quase R$ 40mil, à grande, com 535 veículos elétricos e aporte de cerca de R$ 390 mil.

Já os valores cobrados dos usuários não devem mudar dos que eram praticados. A proposta da FlipOn é que o destravamento custe R$ 3,20, mais R$ 0,50 por minuto de uso. O aplicativo está disponível para smartphones Android e iOS.

Carros elétricos

MUUV Electric Motors é uma empresa brasileira de distribuição e desenvolvimento de veículos elétricos importados. Imagem: Divulgação.MUUV Electric Motors é uma empresa brasileira de distribuição e desenvolvimento de veículos elétricos importados. Imagem: Divulgação.Com a ambição de revolucionar a mobilidade elétrica compartilhada no Brasil, a FlipOn pretende também introduzir o compartilhamento de outros modais elétricos, como já acontece na Riviera de São Lourenço. No balneário paulista, a empresa oferece scooters e carros elétricos.Montado em Manaus (AM), na fábrica da Muuv, empresa irmã da FlipOn que também produz motos e patinetes elétricos mais sofisticados, o carro elétrico M1 tem motor de 4,5 kW, capaz de levá-lo a 50 km/h de velocidade máxima e rodar até 100 quilômetros com uma carga de bateria.

De acordo com o CEO da FlipOn, quando a distância ultrapassa 15 quilômetros, os usuários procuram outros modais além do patinete e da bicicleta elétricos. “Nesses casos, o ideal são as motos ou até carros elétricos. Temos plano de expandir o compartilhamento desse tipo de veículos para outros locais”, finaliza.

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Por Arthur Caldeira no Estadão Mobilidade.

Unidade foi desenvolvida pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, que neste ano foi homenageada com o Leão de Ouro da 17ª Bienal de Venez. Foto: Carlos Alberto Cerqueira Lemos.Unidade foi desenvolvida pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, que neste ano foi homenageada com o Leão de Ouro da 17ª Bienal de Venez. Foto: Carlos Alberto Cerqueira Lemos.

O prédio do Sesc Pompeia, na capital paulista, foi classificado pelo jornal americano "The New York Times" como uma das 25 construções de arquitetura mais significativas do mundo erguidas após a Segunda Guerra Mundial. A classificação foi publicada na última segunda (2), no site do jornal.

Esta unidade do Sesc foi desenvolvida pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, que neste ano foi homenageada com o Leão de Ouro da 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza.

Desenvolvido entre as décadas de 1970 e 1980, o projeto arquitetônico do Sesc Pompeia, um dos mais icônicos de São Paulo, é a revitalização de uma fábrica de tambores abandonada.

Foto durante processo de restauração do Sesc Pompeia. Imagem: reprodução.Foto durante processo de restauração do Sesc Pompeia. Imagem: reprodução.

Bo Bardi transformou a edificação industrial num local adequado para abrigar o novo centro cultual, que hoje inclui quadras poliesportivas e outras instalações do Sesc. A arquiteta apelidou o prédio como Cidadela da Liberdade, em razão da atmosfera tranquila da região naquela época.

Em 2015, os escritores Baba Vacaro, Daniel Almeida e Rogério Trentini publicaram o livro infantil "Cidadela da Liberdade", que narra tanto a história da ítalo-brasileira quanto a da construção do Sesc Pompeia.

Imagem: Divulgação.Imagem: Divulgação.

A lista na qual o Sesc Pompeia aparece como uma das 25 obras arquitetônicas mais significativas do pós-Guerra foi elaborada por três arquitetos, três jornalistas e dois designers. O prédio paulistano aparece em 18º lugar na lista, que incluiu obras de arquitetos como Ludwig Mies van der Rohe, Le Corbusier e Renzo Piano.

Veja a seguir a lista completa publicada pelo The New York Times.

1. Casa Luis Barragán, na Cidade do México (1948)
2. Casa Farnsworth, de Ludwig Mies van der Rohe, em Plano, (Estados Unidos, 1951)
3. New Gourna Village, de Hassan Fathy, em Luxor (Egito, 1952)
4. Câmara Municipal de Säynätsalo, de Alvar Aalto, em Jyvaskyla (Finlândia, 1952)
5. Edifício Seagram, de Ludwig Mies van der Rohe, em Nova York (1958)
6. Prefeitura de Kagawa, de Kenzo Tange, em Takamatsu (Japão, 1958)
7. Renovação da Fundação Querini Stampalia, de Carlo Scarpa, em Veneza (1959)
8. Convento Sainte-Marie de La Tourette, de Le Corbusier, em Éveux (França, 1960)
9. Escola de Artesanato Haystack Mountain, de Edward Larrabee Barnes, em Deer Isle (Estados Unidos, 1961)
10. Salk Institute de Pesquisas Biológicas, de Louis Kahn, em La Jolla, (Estados Unidos, 1965)
11. Biosfera de Montreal, de Buckminster Fuller (1967)
12. Edifício da Johnson Publishing Company, de John W. Moutoussamy, em Chicago (1971)
13. Ópera de Sydney, de Jorn Utzon (1973)

Há poucos prédios tão famosos no mundo como a Ópera de Sydney. Foto:  Jozef Vissel.Há poucos prédios tão famosos no mundo como a Ópera de Sydney. Foto: Jozef Vissel.14. Estação de Esqui de Les Arcs, de Charlotte Perriand, em Savoie (França, 1974)
15. Casa Van Wassenhove, de Juliaan Lampens, em Sint-Martens-Latem (Bélgica, 1974)
16. Centre Pompidou, de Renzo Piano e Richard Rogers, em Paris (1977)
17. Indian Institute of Management, de Balkrishna Doshi, em Bangalore (Índia, 1983)
18. Sesc Pompeia, de Lina Bo Bardi, em São Paulo (1986)
19. Termas de Vals, de Peter Zumthor, em Vals (Suíça, 1996)
20. Escola Primária Gando, de Francis Kéré, em Gando (Burkina Faso, 2001)
21. Campus Central da Academia de Arte da China, de Wang Shu e Lu Wenyu, em Hangzhou, China (2007)
22. Mesquita de Bait Ur Rouf, de Marina Tabassum, em Daca (2012)
23. Série 'Color(ed) Theory', de Amanda Williams, em Chicago (2014-2016)
24. Grand Parc (transformação de 530 unidades habitacionais em Bordeaux), de Lacaton & Vassal, Frédéric Druot e Christophe Hutin (França, 2017)
25. Estação Espacial Internacional, vários designers, órbita da Terra (1998-2011, ainda em andamento).

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A matéria no New York Times (Inglês).

Em São Paulo, há lugares e curiosidades que nem os próprios paulistanos conhecem direito.  Foto: Guilherme Stecanella /  Unsplash.Em São Paulo, há lugares e curiosidades que nem os próprios paulistanos conhecem direito. Foto: Guilherme Stecanella / Unsplash.

A maior parte das características que definem São Paulo como polo econômico e cultural do Brasil, já são bastante conhecidas por todos. A cidade está entre as mais populosas do mundo e ganhou a fama de “capital da América Latina”. Com quase meio século de história, sobram curiosidades inusitadas sobre a terra da garoa, algumas delas seguem fora do conhecimento de quem vive aqui, outras são tão absurdas que poderiam inspirar obras cinematográficas.

Plantação de café

Que São Paulo é um dos maiores produtores de cafés especiais do país, não é novidade. Porém o que muita gente não sabe é que existe uma plantação de café no coração da cidade, bem perto da Avenida Paulista! São mais de 1500 pés de café cultivados pelo Instituto Biológico, localizado em Vila Mariana. O lugar foi inaugurado em 1927 na época dos “barões do café”, que por seu poder político e econômico obtiveram assistência técnica para controle de pragas.

Cratera criada por meteorito

Indicada pela linha pontilhada, cratera tem 3,6 quilômetros de diâmetro e cerca de 300 metros de profundidade. Foto:Evanildo da Silveira.Indicada pela linha pontilhada, cratera tem 3,6 quilômetros de diâmetro e cerca de 300 metros de profundidade. Foto:Evanildo da Silveira.

Isso poderia render uma boa série da netflix! Imagine um povoado erguido dentro de uma cratera causada pela colisão de um meteorito. Relato digno de ficção científica, porém totalmente real. Se trata do distrito de Parelheiros, no extremo sul da capital, onde há 40 milhões de anos um meteoro caiu formando uma cratera onde hoje vivem 25 mil pessoas.

Rinoceronte vereador 

Rinoceronte Cacareco (que era fêmea): eleito para vereador em São Paulo, outubro de 1959. Foto: Acervo Estadão.Rinoceronte Cacareco (que era fêmea): eleito para vereador em São Paulo, outubro de 1959. Foto: Acervo Estadão.

Parece mentira mas de fato, um rinoceronte foi eleito vereador de São Paulo em 1959. Cacareco, animal do zoológico da cidade, foi eleito com mais de 100 mil votos como forma de protesto da população, que naquela eleição estava bastante decepcionada com a lista de candidatos a vereador. A façanha só foi possível graças a falta de tecnologia, já que naquele momento o voto ainda era papel e caneta.

Mais rato que gente

Apesar de bastante desagradável a informação é confirmada por pesquisa realizada pelo centro de zoonoses de São Paulo. Estima-se que a cidade possui 15 vezes mais ratos que pessoas, o que seria algo em torno de 160 milhões de ratos. Algo que parece comum em grandes metrópoles, como Nova York, onde há 7 ratos para cada pessoa.

Arena de Touradas

A Praça da República se chamava Largo dos Curros: a primeira tourada em São Paulo aconteceu quase dois séculos atrás, em 1832. Imagem: São Palo Antiga.A Praça da República se chamava Largo dos Curros: a primeira tourada em São Paulo aconteceu quase dois séculos atrás, em 1832. Imagem: São Palo Antiga.

Um dos pontos mais conhecidos da cidade já foi palco de um espetáculo que gera opiniões controversas. No mesmo espaço onde hoje existe a conhecida Praça da República, funcionava uma arena de touradas. Os eventos atraíam centenas de paulistanos e movimentam um mercado de apostas bastante lucrativo, numa época onde ainda não existiam sites como o Betano - além de outros da modalidade. E para quem não sabe, hoje em dia é possível apostar no futebol brasileiro de qualquer lugar e seguir equipes como Fluminense, Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians, etc.

Aldeias indígenas da capital

São Paulo é realmente incrível e apesar do aspecto ultramoderno o município ainda possui 3 aldeias indígenas. Uma das tribos fica na zona oeste, ali no Pico do Jaraguá. Os nativos que vivem aí são Guaranis. As outras duas tribos são Tenondé-Porã e Krukutu, e dividem uma reserva em Parelheiros, (lá mesmo, onde caiu o meteoro milhões de anos atrás). A informação é realmente surpreendente e até consegue desmistificar um pouco o estereótipo de “Selva de Pedra” que nossa querida capital - e tantos outras megalópoles - possui.

Segredos guardados na Sé

Túmulo do regente Feijó (à dir.) e câmaras mortuárias de cardeais. Foto: Marcia Minillo.Túmulo do regente Feijó (à dir.) e câmaras mortuárias de cardeais. Foto: Marcia Minillo.Muito conhecida e visitada por paulistanos, devotos e turistas de todas as partes do Brasil e do mundo, a Catedral da Sé é, segundo os guias locais, um dos cinco monumentos neogóticos mais estudados no mundo inteiro. O que muitos não sabem é que, sob seu altar mor, escondida 7 metros abaixo do nível da rua, no traçado geográfico onde passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio e perto do marco zero da cidade, encontra-se a cripta, uma capela subterrânea em perfeito estado de conservação.Com duas entradas quase escondidas à direita e à esquerda do altar principal, apenas uma pequena parcela dos que visitam a catedral se aventura em conhecer o local, cercado de lendas e mistérios que a Igreja Católica e os guias da visita não confirmam.

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Da redação.