Como minorar a vulnerabilidade dos micro e pequenos empreendedores em tempos de pandemia - São Paulo São

Talvez um dos setores mais prejudicados com as limitações de circulação e  das atividades, motivadas por causa da pandemia, sejam os micro e pequenos empreendimentos. Trata-se de uma área importante da economia: só na categoria MEI (microempreendedor individual) o Ministério da Economia tem registrado 11,2 milhões de negócios ativos no Brasil

No contexto atual é preciso que o Governo reconheça, não só a influência das pequenas empresas no crescimento do país, mas também a vulnerabilidade delas. É que com os constantes incrementos nos contágios do Covid-19, muitos negócios sofreram uma importante diminuição em seu faturamento o que finalmente levou a um incremento no endividamento para se manter em pé. A principal dificuldade é que a maioria deles não tem muita margem no orçamento e a situação financeira também não ajuda: por enquanto ainda existem fortes limitações no acesso ao crédito para um microempreendedor, principalmente por causa dos requisitos e condições de contratação estabelecidos pelos bancos, sempre mais fácil de ser cumpridas por grandes companhias.

Medidas para micro e pequenos empreendedores

Junto com as novas medidas anunciadas pelo Governo para tentar conter os efeitos econômicos da pandemia, com destaque na reedição do auxílio emergencial, foi lançada uma nova linha de crédito na procura de oferecer apoio financeiro a pequenos empreendedores, sejam formais ou informais. 

A responsável pela gestão e liberação do empréstimo é a Caixa Econômica Federal. O programa é dirigido a empresas com renda anual de no máximo R$ 360 mil e o valor emprestado deve ser utilizado em investimento no negócio, realização de reformas, compras de equipamentos ou máquinas, ferramentas ou mercadoria. 

Entenda as condições do crédito

Na categoria MEI (microempreendedor individual) existem 11,2 milhões de negócios ativos no Brasil. Foto: Getty Images.Na categoria MEI (microempreendedor individual) existem 11,2 milhões de negócios ativos no Brasil. Foto: Getty Images.

O valor solicitado pode começar desde R$ 300 e ser renovado chegando até R$ 21 mil. O prazo para a devolução, que não prevê carência, é de 4 a 24 meses, com uma taxa de juros de 3,49% a.m.

O empreendedor interessado precisa ter recebido orientação financeira, justificar a utilização do crédito exclusivamente no seu negócio, e cumprir com as seguintes condições:

  • ser maior de 18 anos;
  • ter conta na Caixa (poupança, corrente ou Caixa Fácil);
  • não ter o nome negativado (quer dizer registrado em cadastros de inadimplentes como Serasa, SCPC, Cadin ou Sinad);
  • ser aprovado na análise de crédito, com capacidade de pagamento. 

A contratação pode ser feita pelo canal de WhatsApp da instituição (0800-726-0104) ou nas próprias Agências Bancárias. 

Além do anterior, a Caixa também anunciou o lançamento de um novo microcrédito disponível para trabalhadores informais. Este empréstimo disponibiliza valores entre R$1.500 e R $5.000 tentando amenizar a situação das famílias trabalhadoras diante da atual crise. Atualmente, para o financiamento desta linha, o Banco tem liberado R$10 bilhões, mesmo que a regulação prevê a possibilidade de subir os valores disponíveis até o patamar de R$25 bilhões. 

É importante levar em conta que também continua vigente, e foi prorrogado, o período de 3 meses de carência para os empresários começarem a pagar os empréstimos obtidos por meio do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). Desse jeito, as primeiras parcelas começarão a vencer em junho, sem alterar o prazo total do contrato.

Não deixa de ser um alento.

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Da Redação.



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