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Cena do filme "Daquele Instante em Diante", de Rogério Velloso. Imagem: Divulgação.Cena do filme "Daquele Instante em Diante", de Rogério Velloso. Imagem: Divulgação.
Na última sexta-feira, 20 de novembro,foi inaugurado um novo museu em São Paulo: o Museu Virtual Itamar Assumpção (MU.ITA) que reúne obra, acervo e memórias do cantor, compositor, escritor, instrumentista, ator e produtor Itamar Assumpção.
Primeira iniciativa neste âmbito com tradução em iorubá, o MU.ITA foi concebido a partir do Chamada Música em Movimento 2018, edital da Petrobras Cultural. Neste momento totalmente virtual, o museu conta com a direção-geral de Anelis Assumpção, filha do artista.

Itamar Assumpção e a Banda Isca de Polícia na década de 80 em São Paulo. Foto: Divulgação.Itamar Assumpção e a Banda Isca de Polícia na década de 80 em São Paulo. Foto: Divulgação.

O MU.ITA terá uma mostra permanente sobre Itamar e exposições de curta duração que contemplarão artistas contemporâneos.
 
Com um acervo de mais de 2 mil itens, o museu fará um passeio pela memória preta de um dos maiores nomes da cultura brasileira, em intervenção com outras memórias pretas da diáspora. Além das mostras, a instituição dedicará um espaço a uma de suas filhas e à interseccionalidade entre pessoas que se dedicaram a produzir trabalhos acerca das religiões de matriz africana: a Sala Serena.

Álbuns da discografia do artista. Imagem: Divulgação.Álbuns da discografia do artista. Imagem: Divulgação.

Com curadoria coletiva de Anelis Assumpção, Frederico Teixeira e Ana Maria Gonçalves (autora de Um Defeito de Cor ), o MU.ITA pretende ser a principal fonte de pesquisa sobre o artista.
 
O museu poderá ser visitado neste link: https://www.itamarassumpcao.com/

 
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Fonte: Itaú Cultural.

Nossa melhor forma de homenagear a Marina é reafirmar nosso compromisso com a luta por cidades que protejam a vida. Foto: LabCidade.Nossa melhor forma de homenagear a Marina é reafirmar nosso compromisso com a luta por cidades que protejam a vida. Foto: LabCidade.

É com muita tristeza e pesar que o LabCidade (FAU / USP) lamenta profundamente a morte de Marina Kohler Harkot na madrugada do dia 08/11/2020. Marina foi pesquisadora do laboratório, grande colaboradora de nossos trabalhos e nossas pesquisas. Aluna, companheira querida nas disciplinas, nos cursos de pós graduação e em seminários. De uma sensibilidade incrível e sorriso fácil, suas pesquisas, extremamente rigorosas, apontavam para uma nova forma da academia olhar para a cidade e transformá-la, engajando-se diretamente em temas candentes do cotidiano das mulheres que passam despercebidos pelas análises frias das políticas que abstraem as diferenças dos diferentes corpos no espaço urbano.

 

Uma família armênia, em Damasco, na Síria, em 1925. Foto extraída do site do livro Presença Armênia em São Paulo.Uma família armênia, em Damasco, na Síria, em 1925. Foto extraída do site do livro Presença Armênia em São Paulo.

Doutora em história pela USP, a pesquisadora Sônia Maria de Freitas lançou o livro Presença Armênia em São Paulo – Imigração, Negócios, Identidade, Religião e Interação Social. Na obra, Sônia reconstitui a trajetória dos armênios no último século, destacando a quase esquecida história da comunidade armênia na capital paulista. Com 236 páginas, que incluem depoimentos, documentos e fotografias, a obra está disponível para compra neste site.

Zuza Homem de Mello durante as gravações do álbum "Copacabana: Um Mergulho nos Amores Fracassados". Foto: Felipe GiubileiZuza Homem de Mello durante as gravações do álbum "Copacabana: Um Mergulho nos Amores Fracassados". Foto: Felipe Giubilei

O escritor, jornalista e contrabaixista, José Eduardo Homem de Mello, mais conhecido como Zuza, morreu ontem (4), enquanto dormia em seu apartamento, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Considerado o maior pesquisador de música do país, ele tinha 87 anos de idade. Segundo a família, a causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio.

Lúcio Kowarick foi pioneiro em expor a lógica entre crescimento e pobreza. Foto: Acervo da família.Lúcio Kowarick foi pioneiro em expor a lógica entre crescimento e pobreza. Foto: Acervo da família.

Mais uma perda nesse triste ano, o professor Lúcio Félix Frederico Kowarick (São Paulo, 1938 - 2020), um dos mais importantes pensadores sobre a cidade brasileira. Entre muitos, seu texto a "Lógica da Desordem", que integrou o memorável livro "São Paulo 1975: Crescimento e Pobreza", desvendou a lógica urbana no capitalismo periférico, onde a desordem é um expediente para garantir o funcionamento de uma cidade tremendamente desigual.

Patricia Galvão viveu sob regras próprias e deixou como legado a ideia de que as mulheres podem, e devem, ser livres. Foto: Acervo Familiar. Patricia Galvão viveu sob regras próprias e deixou como legado a ideia de que as mulheres podem, e devem, ser livres. Foto: Acervo Familiar.

Pagu (Patrícia Rehder Galvão: São João da Boa Vista, 9 de junho de 1910 - Santos, 12 de dezembro de 1962) já foi quase palavrão, sinônimo de confusão, antônimo de moça direita. Considerada por muitos como louca e devassa, o fato é que ela fez e viveu diferente das outras, desde o começo.