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Placa Dona Veridiana em rua do bairro de Higienópolis em São Paulo. Foto: Coletivo Pisa.Placa Dona Veridiana em rua do bairro de Higienópolis em São Paulo. Foto: Coletivo Pisa.

A trajetória da cidade de São Paulo está diretamente ligada ao papel da mulher paulistana. Para dar destaque a elas, escolhemos alguns exemplos de personagens icônicas que dão nome a ruas, praças, locais e espaços públicos. Sejam elas personalidades, militantes ou ícones intelectuais de nossa sociedade, nascidas aqui ou “apaulistadas”.

São mulheres que deixaram de alguma forma suas marcas na cidade ao longo do tempo e que até hoje enchem a cidade de orgulho a cada esquina. Vamos a elas.

Palacete de Dona Veridiana localizado no Bairro de Higienópolis. Foto: Wikimedia Commons Palacete de Dona Veridiana localizado no Bairro de Higienópolis. Foto: Wikimedia Commons

Se você vive ou já esteve na cidade deSão Paulo, o nome Dona Veridiana talvez soe familiar. Acontece que existe na metrópole uma rua, na esquina com a  Avenida Higienópolis, que leva esse nome.

Em Higienópolis, durante o século 19, lá estava o palacete de Veridiana da Silva Prado, uma mulher que rompeu com os padrões das elites cafeeiras e teve enorme importância para a vida política e cultural do fim do Brasil Imperial e início da República Velha. 

Nascida em 11 de fevereiro de 1825, Dona Veridiana passou a infância em uma residência onde seu pai hospedara nomes importantes como Dom Pedro I. A visita ocorreu três anos antes do nascimento da garota, no ano de 1822, quando o monarca visitou São Paulo, e proclamou a independência do Brasil. 

O pai de Veridiana, Antônio da Silva Prado, era um homem rico, que ganhou o título de Barão de Iguape. Em uma das viagens de negócios do empresário, ele levou os filhos para conhecer a Corte. Veridiana conheceu então a Marquesa de Santos, que a elogiou pela graça e vivacidade, chamando-a de “menina misureira”.

Quando a prefeitura de São Paulo estimou em 16 mil o número de pessoas em situação de rua, o movimento SP Invisível completava o seu primeiro ano de trabalho. Incomodava seus realizadores o modo com que a população paulistana tropeçava diante daquelas pessoas que só encontravam abrigo nas calçadas da maior cidade da América Latina, se acostumando com aqueles corpos a ponto de ignorar que por trás deles existiam pessoas, ou ainda, histórias.

Horrana Santos, assistente curatorial do MASP. Foto: Divulgação.Horrana Santos, assistente curatorial do MASP. Foto: Divulgação.

Todas as grandes cidades são movidas pela teia de habitantes que realizam suas funções produtivas cotidianas, garantindo o andamento de seus complexos mecanismos. “Retratos Urbanos” é uma série de documentários sobre trabalhadores que, por muitas vezes, permanecem ocultos e são responsáveis pela manutenção de verdadeiros cartões postais da cidade.

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