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O acesso a espaços livres públicos é importante para aumentar a prática de atividade física durante o lazer em países de alta renda, como mostram estudos, mas ainda há poucas evidências em países de renda média. Mais do que isso, em países como Brasil e Colômbia, por exemplo, a prática de atividade física no tempo de lazer ainda é menor do que em países de alta renda, como Estados Unidos, situação que não mudou nos últimos anos.

As ruas das cidades devem convidar a seus residentes, e isso pode ser alcançado envolvendo a cidadania na gestão dos espaços públicos. Imagem: City Vision / Edmonton.As ruas das cidades devem convidar a seus residentes, e isso pode ser alcançado envolvendo a cidadania na gestão dos espaços públicos. Imagem: City Vision / Edmonton.

São muitos os movimentos que reivindicam alternativas ao atual modelo de mobilidade nas cidades, feitas por e para a circulação de veículos e orientada pela antiga mentalidade urbanística que colocava o carro no centro de tudo. Os motivos também são muitos: melhorar a saúde das pessoas, começar a utilizar de forma mais racional os recursos econômicos na hora de nos movermos, diminuir os níveis de contaminação (tanto acústica quanto atmosférica), e, inclusive, a própria eficácia no momento de deslocamento, destinando o menor tempo possível.

Levar ao mercado potes de vidro e sacos de pano para acomodar os alimentos, dispensando o uso de sacos plásticos, é uma das atitudes de quem aderiu ao movimento Lixo Zer. Imagem: Divulgação / Zero Waste Home.Levar ao mercado potes de vidro e sacos de pano para acomodar os alimentos, dispensando o uso de sacos plásticos, é uma das atitudes de quem aderiu ao movimento Lixo Zer. Imagem: Divulgação / Zero Waste Home.

Uma filosofia vem ganhando adeptos entre quem quer adotar um estilo de vida em sintonia com o meio ambiente: a Zero Waste (Lixo Zero), que incentiva não só a reciclagem e o reaproveitamento, mas também a menor produção de lixo.

Tempos atrás, o Citylab publicou um texto intitulado “Cinco razões porque Amsterdã funciona tão bem para bicicletas” (na tradução livre), no qual lista escolhas de desenho urbano e de políticas públicas que tornam a capital holandesa uma referência mundial no uso de bicicletas.

No Brasil, muitos duvidam da capacidade de nossas grandes cidades chegarem a ser novas Amsterdãs, de instituírem a bicicleta como grande meio de transporte diário. E não é à toa, pois estamos mesmo um pouco longe dessa realidade. Porém, algumas pequenas transformações podem gerar grandes mudanças.

A infraestrutura das metrópoles impacta diretamente na vida de seus cidadãos, o que nos leva a considerar a mobilidade humana como um tema essencial para a promoção da qualidade de vida de cada um.

Reverter um cenário de dependência de automóveis é uma questão cultural. E a partir dos avanços trazidos pela tecnologia, vieram mudanças importantes como os veículos elétricos, car sharing, compartilhamento de bicicletas e carros autônomos, por exemplo, todos chegando com o propósito de ajudar no avanço dessa temática.